Produtores familiares de Zé Doca recebem orientações sobre prevenção de doenças e registro de agroindústrias

Durante a Agritec Zé Doca, o governador Flávio Dino recebeu uma cópia do Manual de orientação para o registro de agroindústrias familiares, pequeno porte e artesanal.

Durante a Agritec Zé Doca, o governador Flávio Dino recebeu uma cópia do Manual de orientação para o registro de agroindústrias familiares, pequeno porte e artesanal.

Para conscientizar pequenos produtores quanto à saúde dos animais e à segurança dos alimentos, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) ofereceu palestras, oficina e atividades de educação sanitária durante a Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia (Agritec), em Zé Doca, de 04 a 06 de agosto. Ao longo dos três dias de feira, mais de 122 pessoas participaram de formações sobre registro de agroindústrias familiares, boas práticas de aquicultura, e prevenção e controle de brucelose e tuberculose.

Como destaque da programação, durante dois dias da Agritec Zé Doca, a Coordenação de Inspeção Sanitária Animal ofereceu a oficina “Orientações para o registro de agroindústria familiar” para técnicos de assistência técnica e extensão rural da região (Ater) e aproveitou para divulgar o Manual de orientação para o registro da agroindústria familiar, pequeno porte e artesanal. “Estamos buscando não apenas chegar ao produtor com orientações para que ele formalize o seu negócio, mas incentivar esse produtor familiar a se tornar também um empreendedor e a investir na qualidade sanitária dos seus produtos”, defende a veterinária Alanna Raissa de Araújo.

A Aged, responsável pela defesa agropecuária no Maranhão, aproveitou o evento para chamar atenção dos criadores para importantes zoonoses, isto é, doenças que acometem os animais e também podem afetar o homem, como a brucelose e a tuberculose. “Achei uma oportunidade excelente para divulgar e mostrar, através de oficinas, palestras, do teatro de fantoches e também de nosso material educativo, a importância da nossa agência na vida não só do produtor e pecuarista, mas de toda a população, uma vez que estamos envolvidos diretamente na saúde pública”, ressalta a chefe da Unidade Regional Zé Doca, Cleide Cunha Machado.

O Teatro Fazendo Educação da Aged apresentou uma peça voltada para a raiva dos herbívoros, doença recorrente em Zé Doca.

O Teatro Fazendo Educação da Aged apresentou uma peça voltada para a raiva dos herbívoros, doença recorrente em Zé Doca.

Programação infantil

Na ocasião, também foi apresentado o teatro de fantoches com uma peça sobre a raiva dos herbívoros, uma doença recorrente na região, para mais de 170 estudantes de escolas rurais. O teatro faz parte do Projeto Fazendo Educação da Aged, desenvolvido para aproximar as crianças da educação sanitária de uma forma lúdica. O texto da peça tem o objetivo de explicar, com linguagem leve e divertida, o que é a raiva, quais as formas de prevenção e as primeiras providências a serem tomadas em caso de ataque de morcego.

Aged inspeciona áreas de possível entrada da mosca da carambola no Gurupi

Fiscal durante ação de monitoramento de armadilhas.

Fiscal durante ação de monitoramento de armadilhas.

De 09 a 11, uma equipe da Unidade Regional de Zé Doca da Agência Estadual de Defesa Agropecuária realizou o monitoramento de 29 armadilhas para a mosca da carambola instaladas na Microrregião do Gurupi, que abarca os municípios de Boa Vista do Gurupi, Carutapera, Luís Domingues, Amapá do Maranhão, Junco do Maranhão, Maracaçumé, Governador Nunes Freire, Godofredo Viana e Cândido Mendes.

A inspeção quinzenal de armadilhas faz parte do Programa Nacional de Combate às Moscas-das-frutas, dentre as quais a mosca da carambola é considerada uma das espécies de maior importância econômica pelos danos à fruticultura. Esta praga pode induzir a maturação precoce e o apodrecimento de carambolas, mangas, cajus, laranjas, acerolas, tangerinas, jambos, entre outras frutas. Suas larvas ainda podem destruir a polpa dos frutos, tornando-os impróprios para o consumo.

Segundo a fiscal agropecuária Iolanda Sousa, é só por meio da fiscalização contínua que se pode conter a dispersão dessa praga. “O monitoramento da mosca da carambola conta com a participação efetiva da comunidade onde estão instaladas as armadilhas. Eles compreendem a importância do trabalho e agem como guardiões do material e divulgadores das ações de controle da mosca”, revela.

Atualmente, os locais avaliados como de possível entrada da praga estão situados apenas em algumas áreas da região Norte do Brasil. O monitoramento consiste em realizar a troca de uma isca tóxica e dos pisos adesivos, que são analisados no momento da sua retirada da armadilha. “Em caso de suspeita da captura da mosca da carambola, deve-se avisar imediatamente a Diretoria de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal da Aged. Temos que monitorar e evitar os prejuízos econômicos e impactos sociais negativos.”, orienta Iolanda.