Veterinários e técnicos estaduais recebem treinamento para atendimento emergencial a doenças

O médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Antonio Lemos Maia Neto, foi convidado especialmente para o treinamento dos servidores da Aged.

O médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Antonio Lemos Maia Neto, foi convidado especialmente para o treinamento dos servidores da Aged.

Com o objetivo de preparar veterinários e técnicos agropecuários para o atendimento emergencial de suspeitas de doenças animais, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) promove, de 06 a 09 de dezembro, o Curso de Atendimento a suspeita de enfermidades, com aulas teóricas e práticas, para 36 fiscais agropecuários, no auditório da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Em caso de suspeita de qualquer enfermidade animal caracterizada como de notificação obrigatória pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), os estados brasileiros contam com o Grupo Especial de Atendimento Sanitário Emergencial (Gease), uma equipe treinada de veterinários e técnicos agropecuários da Aged para investigação e, se confirmada a suspeita, contenção da doença.

“Com esse curso, estamos capacitando nossos profissionais e promovendo a atualização de procedimentos técnicos no atendimento à notificação de suspeitas de doenças. Vamos abordar desde a implantação do Gease, métodos de obtenção de amostras sanguíneas e envio de material para laboratório, principais enfermidades de notificação obrigatória, bem como aplicação de formulários e prática de colheita de material biológico”, explica a médica veterinária e palestrante, Jucielly Campos de Oliveira.

O diferencial desta capacitação consistirá ainda na presença do responsável pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Antônio Lemos Maia Neto. “O Gease da Bahia foi implantado em 2000 e, por conta desse tempo, fomos convidados para compartilhar nossa experiência de como foi a implantação, os formatos de capacitação que a gente teve ao longo desse tempo, as experiências práticas de atuação, enfim, mostrar o que deu certo e o que pode melhorar”, contou o veterinário.

De acordo com o palestrante, o curso trata de emergências de um modo geral, mas tem foco especial para suspeitas de doenças vesiculares (febre aftosa) e de doenças das aves (como influenza aviária e Newcastle). “Na Bahia, o Gease das Aves tem um nível de organização e uma metodologia de trabalho bem interessantes, por isso, também vamos trazer um pouco dessa experiência para cá”, destacou.

Fiscais e técnicos agropecuários recebem treinamento para fiscalização em blitz

No dia 29, foram realizadas duas blitzen em Caxias, nos turnos da manhã e da tarde, como parte do treinamento prático de fiscalização agropecuária móvel.

No dia 29, foram realizadas duas blitzen em Caxias, nos turnos da manhã e da tarde, como parte do treinamento prático de fiscalização agropecuária móvel.

Em virtude da intensificação da fiscalização sanitária no Maranhão, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged/MA) capacitou 36 médicos veterinários, agrônomos e técnicos em fiscalização agropecuária, nos dias 28 e 29, durante o Treinamento teórico e prático para realização de fiscalização agropecuária móvel, no auditório da Prefeitura de Caxias. O mesmo treinamento será oferecido nos dias 01 e 02 de dezembro, em Santa Inês.

“Estamos encerrando o ano com a capacitação de todos os nossos colaboradores. Elegemos o treinamento sobre a fiscalização do trânsito como uma de nossas prioridades, pois ela é fundamental para melhorar nosso trabalho em campo e nossa atuação junto à população, garantindo alimentos seguros”, destacou o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.

Durante o primeiro dia de curso, funcionários das Regionais Balsas, São João dos Patos, Presidente Dutra, Barra do Corda, Bacabal, Pedreiras, Chapadinha, Codó e Caxias receberam instruções sobre a legislação de trânsito agropecuário, sobre os produtos de interesse da fiscalização e sobre a necessidade de apreensão e destruição de determinados alimentos, entre outros. No dia 29, os fiscais foram divididos em dois grupos para a realização de blitzen na cidade.

“A fiscalização do trânsito tem papel fundamental no controle epidemiológico que a Aged executa. Por exemplo, no caso das aves, com esse trabalho, podemos evitar que doenças que não estão presentes em nosso estado entrem e prejudiquem a sanidade das nossas aves” exemplificou a Coordenadora de Educação Sanitária da Aged/MA, Viramy Almeida.

Trânsito

Em maio e agosto, os técnicos de fiscalização da Aged, que atuavam nos postos fixos de fiscalização agropecuária receberam cursos de Abordagem segura e proteção pessoal, ministrada pela Polícia Militar do Maranhão, bem de procedimentos de verificação de produtos de origem animal, documentação exigida para transporte de cargas animais e vegetais, entre outros assuntos. Com este treinamento, espera-se capacitar mais 72 funcionários para o trabalho.

Curso da Aged ensina técnicas para reduzir o uso de agrotóxicos no cultivo de grãos

Coordenadora de Inspeção Vegetal da Aged, Filomena de Carvalho, fala durante a abertura do curso em Chapadinha.

Coordenadora de Inspeção Vegetal da Aged, Filomena de Carvalho, fala durante a abertura do curso em Chapadinha.

Como parte das ações educativas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), mais de 70 pessoas participaram do III Curso de Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos e Manejo Integrado de Doenças, Pragas e Plantas Daninhas, de 25 a 27 de outubro, no Sebrae de Chapadinha.

O treinamento, oferecido por meio de parcerias com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindveg) e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), foi direcionado para estudantes de agronomia, mestrandos e doutores em Agroecologia, produtores rurais, fiscais agropecuários, técnicos agrícolas e profissionais liberais da região de Chapadinha.

“A escolha de Chapadinha se deveu ao fato dessa região concentrar uma fatia considerável da produção de grãos do estado, principalmente milho e soja. Nosso objetivo era capacitar os agricultores para adoção de técnicas que viabilizem mais eficiência no controle de pragas, evitando desperdícios de produtos, assim como contaminação do meio ambiente e de pessoas”, explicou a coordenadora de Inspeção Vegetal da Aged, Filomena Antonia de Carvalho.

No curso foram apresentados conceitos de Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Tecnologias de aplicação de agrotóxicos por professores especializados da Universidade Federal de Viçosa (UFV), como Dr. Laércio Zambolim, Dr. Antônio Alberto e Dr. Miller Machado. De acordo com a Aged, os temas despertaram o interesse dos agricultores por tratar não só da aplicação de agrotóxicos, mas de práticas que minimizam a necessidade desses produtos.

“Esse terceiro treinamento teve como diferencial a participação significativa dos produtores de grãos da Região do Alto Parnaíba. Estava visível o interesse deles em assimilar as técnicas apresentadas. Essas ações demonstram a preocupação da Aged com o setor produtivo, no sentido de viabilizar conhecimento de novas técnicas e medidas aprovadas por pesquisas”, avalia Filomena.

Manejo Integrado

O manejo integrado de pragas (MIP) e doenças é uma estratégia de controle múltiplo de infestações, que pode ser feito por meio de insetos (controle biológico), retirada e queima da parte do vegetal afetada, adubação equilibrada, poda e raleio, entre outras. Ele é uma alternativa para diminuir o uso de agrotóxicos, cuja aplicação inadequada pode ser prejudicial à saúde pública e ao ambiente natural.

Cresce incentivo para que Maranhão se torne área livre de peste suína clássica

Veterinários durante execução do plano de contigência de peste suína clássica, no simulado realizado em Cananéia.

Veterinários durante execução do plano de contigência de peste suína clássica, no simulado realizado em Cananéia.

Após a criação do bloco pecuário do Nordeste e Pará para alcançar o status sanitário de área livre de peste suína clássica (PSC) até 2019, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) têm intensificado a capacitação de veterinários para atuação em caso de circulação do vírus causador da cólera dos suínos. De 08 a 12 de agosto, a responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Suídea no estado (PNSS), Teresinha de Lisieux Castro, e o epidemiologista da Aged Lauro Queiroz, participaram de uma simulação de situação emergencial, em Cananéia (SP).

A PSC é uma doença de importância econômica, que traz perdas aos produtores e restringe o comércio de suínos e seus produtos. No Brasil, apenas 16 estados e o Distrito Federal possuem reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como áreas livres da doença. Como consequência, os estados que ainda não alcançaram esse status sanitário não ultrapassam 10% da produção nacional e não têm acesso ao mercado nacional e internacional. No Maranhão, por exemplo, 99,41% da produção do estado são comercializadas internamente.

“O treinamento em Cananéia, além de tecnicamente fundamental, foi muito motivador e mostra que alavancamos na busca pela adequação às exigências da OIE. A defesa animal está avançando no Maranhão e temos sentido o apoio do Mapa”, defende Lisieux.

Durante uma semana de capacitação, os dois veterinários da Aged passaram por um simulado em que tinham que identificar um foco de peste suína clássica e fazer a contenção da doença, conforme o plano de contingência empregado nacionalmente. “Foi um dos primeiros treinamentos desse tipo realizado, onde tivemos que revisar exaustivamente todos os procedimentos para atendimento a um foco de doença”, revelou a veterinária.

Cadastros

A capacitação também serviu como uma preparação para o estudo de prevalência que está previsto para o segundo semestre de 2017, nos estados de Pernambuco, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí e Pará. Atualmente, a Aged desenvolve uma campanha de conscientização dos produtores de suínos quanto à necessidade de cadastrar suas propriedades. “Pelos dados do IBGE, nosso rebanho suíno ultrapassa um milhão de animais, mas, em nosso sistema, temos apenas 52 granjas de suínos cadastradas, com uma população de 28.476 animais”, destaca Lisieux.

Aged intensifica treinamento para fiscalização da entrada de aves vivas no estado

Tenente Jorge Diego Araújo Costa da 12ª Companhia Independente de Zé Doca durante treinamento, no dia 02.

Tenente Jorge Diego Araújo Costa da 12ª Companhia Independente de Zé Doca durante treinamento, no dia 02.

Desde o dia 02, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), em parceria com a Polícia Militar, está oferecendo treinamento sobre abordagem segura de veículos transportadores de animais, produtos e subprodutos de origem animal e vegetal para técnicos de fiscalização agropecuária em Boa Vista do Gurupi, Itinga do Maranhão, Estreito e Pirangi.

Além de palestras sobre técnicas de abordagem da Polícia Militar, o treinamento inclui simulações em Postos Fixos de Fiscalização Agropecuária. O projeto, que se encerra na quinta-feira (12), foi desenvolvido para garantir mais segurança aos fiscais, que abordam cotidianamente caminhões e veículos de carga. “Avalio positivamente os resultados alcançado no dia de hoje, onde pudemos notar um novo olhar sobre os Postos Fixos em que o servidor lotado nos mesmos está sendo valorizado”, elogiou o técnico de fiscalização em agropecuária, Antônio Benedito Dourado Aires, que participou do treinamento em Boa Vista do Gurupi.

Outro objetivo importante do treinamento é chamar atenção para as resoluções da Portaria 003/2016 da Aged. De acordo com o documento, que entrou em vigor em abril, o ingresso de aves adultas tipo frango de corte, no estado, será impedido caso não estejam previamente destinados ao abate em estabelecimentos com Serviço de Inspeção Federal ou Estadual (SIF ou SIE). Esta medida faz parte das ações do governo estadual para incentivar a avicultura do Maranhão e impedir a entrada de aves para abate clandestino.

Mais segurança na avicultura

Além do treinamento dos fiscais de Postos Fixos, na terça-feira (10), a Associação de Avicultores do Maranhão (Avima) e as secretarias de Indústria e Comércio (Seinc) e Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), e Aged assinaram um Convênio de Cooperaçao Técnica, Física e Financeira para desenvolver ações conjuntas de defesa, inspeção e educação sanitária no combate ao abate clandestino.

Com o convênio, a Aged receberá recurso na ordem de R$ 1 milhão de reais da Avima para a intensificação da fiscalização do trânsito interestadual e intraestadual, registro e inspeção de estabelecimentos avícolas comerciais e de revendas de aves vivas, entre outras ações de defesa. “A Aged é uma estrutura de base, ela é um suporte e se ela deixar de funcionar com eficiência toda a cadeia produtiva se prejudica”, ressaltou, durante a assinatura do convênio, o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser.

Aged oferece treinamento de defesa agropecuária para Curso Técnico em Agronegócios de Balsas

20160416_094147No sábado (16), a Unidade Regional de Balsas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) participou da aula presencial do Curso Técnico em Agronegócios do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), na sede do Sindicato dos Produtores de Balsas (Sindibalsas).

Na ocasião, a equipe da Aged foi convidada para falar, aos 12 alunos inscritos no curso, sobre as políticas públicas de defesa agropecuária, tais como o Plano Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, o Programa Estadual de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose, o Recolhimento Itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos e o Vazio sanitário da soja. “O objetivo do treinamento foi capacitar os estudantes para que estes possam, na condição de técnicos em agronegócios, contribuir com o avanço do agronegócio no Estado, gerando assim, um serviço de qualidade”, explicou o chefe da Unidade Regional de Balsas, Eugênio Pires.

O curso semipresencial, oferecido gratuitamente pelo Senar desde 2015, tem a proposta de suprir a necessidade de formação e capacitação de pessoas na área de gestão do agronegócio. “Essa região tem um potencial extraordinário e está em expansão, na avicultura, na suinocultura. A integração entre os órgãos, para capacitar mão de obra, melhora a qualidade dos serviços prestados, melhora a produtividade”, destacou o fiscal estadual agropecuário Karlos Yuri Pedrosa.

Chapadinha, Estreito, Porto Franco e Santana do Maranhão recebem treinamento para combater estabelecimentos clandestinos

DSC02124De 13 a 15 de abril, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) realiza treinamento das equipes do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) de Chapadinha, Estreito, Porto Franco e Santana do Maranhão, em seu auditório central. Durante os três dias de formação, os fiscais municipais conhecerão os procedimentos administrativos e operacionais desenvolvidos pela Coordenadoria de Inspeção Animal da Aged e as etapas de produção dos diferentes estabelecimentos de produtos de origem animal. Além disso, participarão de palestras de Educação Sanitária e Bem estar animal.

Apesar de ter sido instituído, pela Lei Nº 7.889/1989, que nenhum estabelecimento industrial ou entreposto de produtos de origem animal pode funcionar, no Brasil, sem que esteja previamente registrado, poucos municípios maranhenses possuem serviços de inspeção. Atualmente, 18 municípios possuem legislação aprovada sobre a inspeção municipal, mas, até 2013, somente São Luís, Imperatriz, Bacabal e Açailândia contavam com esse serviço, ainda que ele garanta registro para que os produtos de um estabelecimento possam circular dentro do município.

Segundo o coordenador de Inspeção Animal da Aged, Hugo Pires, faz parte das atribuições da agência orientar os fiscais para que o registro dos estabelecimentos possa ser colocado em prática. “Se o estabelecimento não está registrado, ele é clandestino. Nós observamos isso na maior parte dos matadouros no Maranhão. Temos que conscientizar os municípios de que a inspeção, por mais que demande recursos, é uma prática básica para o controle da qualidade dos alimentos”, explicou.

Balanço DSCN8720[1]

Após o treinamento, o presidente da Aged, Sebastião Anchieta, convidou os participantes a se manifestarem sobre o treinamento e as principais dificuldades, em seus municípios, para a aplicação das instruções no Serviço de Inspeção Municipal. O Secretário da Agricultura de São Bernardo, Bernardo Portela Filho, que também participou do treinamento, declarou que um dos principais problemas que encontrava era o de conscientizar a população para exigir a inspeção e combater o abate clandestino. Já a médica veterinária Ana Valéria Lopes relatou que ainda faltava estrutura para o trabalho em Chapadinha.

Apesar das dificuldades, os participantes avaliaram que estavam mais preparados para exigir as condições sanitárias necessárias. “É a segunda vez que participo e, agora, o nosso serviço está pronto para funcionar. Tenho certeza que todo mundo já pode voltar e aplicar o que aprendeu”, garantiu o fiscal municipal Jurandir Rezende, de Estreito.