Fiscalização do trânsito em período de festas aprendeu mais de 500 kg de alimentos impróprios

Entre as infrações identificadas pela Aged, em Operação conjunta com a PRF e a PM, estava o transporte de mais de 200 kg de carne moída em condições sanitárias irregulares

Entre as infrações identificadas pela Aged, em Operação conjunta com a PRF e a PM, estava o transporte de mais de 200 kg de carne moída em condições sanitárias irregulares.

O período das festas de fim de ano e início das férias é comumente associado com a fartura de alimentos. Nas ceias de Natal e Ano Novo, a carne branca ou vermelha, servida com fartura, é o prato principal. Ciente deste costume, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), em parceria com as equipes do Inspetor Paulo Moreno da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Coronel Frederico Pereira da Polícia Militar (PMMA), realizou uma operação especial de fiscalização do trânsito agropecuário, de 21 de dezembro a 06 de janeiro, que resultou na emissão de 24 autos de infração e na apreensão de 580 kg de alimentos impróprios para o consumo.

De acordo com a responsável pelas fiscalizações móveis de trânsito agropecuário da Aged/MA, Michelle Lemos, as oito fiscalizações volantes realizadas nos municípios de Araguanã, Viana, Itapecuru Mirim, Santa Inês e Imperatriz foram planejadas para nortear as ações da Aged em 2017. “Esta foi a primeira fiscalização móvel que a Aged realizou nesse período. Tínhamos a intenção de conhecer o trânsito nessa época, além de garantir produtos seguros para a população, pois sabíamos que havia aumento no fluxo de transporte de alimentos”, esclareceu.

Segundo a Aged, a operação atuou em lugares estratégicos, seja pelo trânsito intenso, como em Santa Inês, seja pela fiscalização reduzida, como na Baixada Maranhense. Como resultado, foram vistoriados 883 veículos, representando mais de 100 mil cabeças de aves, aproximadamente 38 mil ovos férteis, 121.517 kg de carne bovina com osso, quase 13 mil kg de embutidos, 34.131 kg de frango, 5.738 kg de leite e derivados, entre outros animais e produtos e subprodutos de origem animal inspecionados.

“A operação trouxe resultados muito positivos. Tanto pelos números de cargas fiscalizadas, quanto pela observação de melhoras no transporte de alguns alimentos. Nas oito volantes executadas, não encontramos nenhum pescado sendo transportado em lona, como era comum. Acreditamos que seja reflexo do esforço do diálogo que a Aged intensificou com os piscicultores”, destacou Michelle.

Apreensões

Durante o período de fiscalização, foram registrados 24 autos de infração, 5 retornos de animais à origem pela ausência da Guia de Trânsito Animal (GTA), 3 termos de apreensão e destruição e 9 advertências.

Foram destruídos 295 kg de carne moída e vísceras brancas e 280 kg de queijo coalho que estavam sendo transportados irregularmente em sacos plásticos de lixo, dentro de caixas de papelão, sem nenhuma refrigeração, sem origem comprovada, sem serviço de inspeção e no bagageiro de um ônibus de passageiros, em meio às malas. A Aged também apreendeu 5 kg de carne de animal silvestre, conhecida como “carne de caça” e proibida por lei, exceto se proveniente de criações autorizadas e fiscalizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“As parcerias com a PRF e a PMMA estão rendendo bons frutos, principalmente à população, que lucra com o fornecimento de alimentos de qualidade e retirada do mercado do que está impróprio para o consumo”, elogiou a fiscal da Aged.

Camarão seco transportado em sacos de fertilizantes é apreendido na entrada de São Luís

Os fiscais identificaram itens de interesse da inspeção agropecuária, como 140 kg de camarão fresco, sendo transportados em ônibus de passageiros.

Os fiscais identificaram itens de interesse da inspeção agropecuária, como 140 kg de camarão fresco, sendo transportados em ônibus de passageiros.

Em pleno período junino, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), em parceria com a Polícia Militar (PMMA), apreendeu 500 kg de camarão seco, um dos principais ingredientes dos pratos típicos no estado, em sacos de fertilizantes, com destino aos comércios de São Luís. A apreensão foi resultado de uma blitz na barreira do Posto Fiscal da Estiva, na madruga da quarta-feira (15). Das duas até às sete horas da manhã, os fiscais agropecuários da Unidade Regional São Luís e uma equipe da PMMA fiscalizaram a entrada de animais, vegetais, seus produtos e subprodutos, na capital.

Ao todo, 27 veículos foram vistoriados, entre ônibus de passageiros, vans e pick-ups, utilitários, caminhões frigorificados e caminhões baú. “Essa atividade foi proveniente de denúncias realizadas pela própria PM, que observou o transporte de alimentos e animais em pick-ups, ônibus de passageiros e vans. Como não sabiam como proceder nesses casos, procuraram pela Aged”, revela o técnico de fiscalização agropecuária, Pedro Gualter.

Após as inspeções, cinco veículos receberam autos de infração. Os fiscais atuaram dois veículos pelo transporte de 60 pintos sem a documentação sanitária de trânsito e, outro, pelo de 140 kg de camarão fresco sem nota fiscal. Na operação, também foram apreendidos 500 kg de camarão salgado seco transportados em sacos de fertilizantes reutilizados.

Conforme explica o coordenador de Inspeção Animal, Hugo Napoleão, o camarão seco, muitas vezes produzido de forma artesanal, é um produto que faz parte da cultura maranhense, mas que, como qualquer alimento, precisa ser seguro para o consumo. “Independente de ser camarão, carne ou queijo, todo produto deve ser transportado em condições adequadas. O saco de fertilizante é altamente contaminante e pode trazer problemas de saúde para quem consumir aquele alimento”, alertou.

Transporte na madrugada

Segundo o chefe da Unidade Regional São Luís, Assuero Batista Junior, as constantes fiscalizações da Aged, no período das 8h às 18h, tem inibido os transportadores desses produtos. “Houve uma migração do transporte desses produtos para o horário da madrugada. Prova disso é a apreensão dessa quantidade significativa de camarão seco e fresco, que estava sendo destinada para os comércios de São Luís”, explica.