Inspeção da Aged assegura sanidade de cavalos participantes da Maranhão Horse Season

Além de fiscalizar os animais participantes da competição, a Aged aproveitou a oportunidade para divulgar estratégias de prevenção de doenças dos equídeos.

Além de fiscalizar os animais participantes da competição, a Aged aproveitou a oportunidade para divulgar estratégias de prevenção de doenças dos equídeos.

O público que chega para assistir às provas da I Copa Haras 4 Irmãos, que vai de 18 a 21 de janeiro, na Raposa, pode não imaginar que, muito antes de os cavalos entrarem em ação, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) faz um trabalho minucioso de fiscalização sanitária para impedir a propagação de doenças de grande impacto econômico para a equideocultura, como mormo e anemia infecciosa equina (AIE).

“Durante um evento agropecuário, ocorre a reunião de animais procedentes de diversas propriedades, com manejos sanitários diferenciados. Por isso, o risco de transmissão de doenças aumenta. A AIE e o mormo, por exemplo, são enfermidades altamente transmissíveis. A atuação da Aged é para impedir que animais positivos para essas doenças adentrem na propriedade e fiquem em contato com animais saudáveis”, explica a veterinária da Aged/MA Clidilene Alencar.

Durante o primeiro dia da Copa Haras, que também faz parte da programação da Maranhão Horse Season, os veterinários da Aged/MA inspecionaram cerca de 130 equinos e, até o dia 21, quando chegarão ao Haras 4 Irmãos novos animais para o II Leilão Haras 4 Irmãos e Convidados, mais de 42 cavalos de alto padrão genético também devem passar pela inspeção da Agência.

De acordo com a veterinária, o trabalho dos fiscais agropecuários vai desde o exame clínico dos animais; a fiscalização do trânsito no local do evento, até a conferência da documentação sanitária exigida pela legislação, como Guia de Trânsito Animal (GTA), exames negativos para AIE e mormo, e carteira de vacinação contra influenza equina ou atestado de sanidade animal.

“A I Copa do Haras 4 Irmãos está ocorrendo de forma tranquila. Os animais participantes estão com toda a documentação atualizada e em condições sanitárias satisfatórias”, informou Clidilene.

Educação sanitária

Além do trabalho de fiscalização, a Aged/MA também ministrou uma palestra sobre o controle de zoonoses equinas, às 15h, do dia 17. “Tivemos a oportunidade de aprofundar informações sobre AIE e mormo e divulgar as estratégias do Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos para prevenir, controlar e erradicar essas enfermidades que não possuem tratamento nem vacinas”, explicou a veterinária.

Fiscalização do trânsito em período de festas aprendeu mais de 500 kg de alimentos impróprios

Entre as infrações identificadas pela Aged, em Operação conjunta com a PRF e a PM, estava o transporte de mais de 200 kg de carne moída em condições sanitárias irregulares

Entre as infrações identificadas pela Aged, em Operação conjunta com a PRF e a PM, estava o transporte de mais de 200 kg de carne moída em condições sanitárias irregulares.

O período das festas de fim de ano e início das férias é comumente associado com a fartura de alimentos. Nas ceias de Natal e Ano Novo, a carne branca ou vermelha, servida com fartura, é o prato principal. Ciente deste costume, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), em parceria com as equipes do Inspetor Paulo Moreno da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Coronel Frederico Pereira da Polícia Militar (PMMA), realizou uma operação especial de fiscalização do trânsito agropecuário, de 21 de dezembro a 06 de janeiro, que resultou na emissão de 24 autos de infração e na apreensão de 580 kg de alimentos impróprios para o consumo.

De acordo com a responsável pelas fiscalizações móveis de trânsito agropecuário da Aged/MA, Michelle Lemos, as oito fiscalizações volantes realizadas nos municípios de Araguanã, Viana, Itapecuru Mirim, Santa Inês e Imperatriz foram planejadas para nortear as ações da Aged em 2017. “Esta foi a primeira fiscalização móvel que a Aged realizou nesse período. Tínhamos a intenção de conhecer o trânsito nessa época, além de garantir produtos seguros para a população, pois sabíamos que havia aumento no fluxo de transporte de alimentos”, esclareceu.

Segundo a Aged, a operação atuou em lugares estratégicos, seja pelo trânsito intenso, como em Santa Inês, seja pela fiscalização reduzida, como na Baixada Maranhense. Como resultado, foram vistoriados 883 veículos, representando mais de 100 mil cabeças de aves, aproximadamente 38 mil ovos férteis, 121.517 kg de carne bovina com osso, quase 13 mil kg de embutidos, 34.131 kg de frango, 5.738 kg de leite e derivados, entre outros animais e produtos e subprodutos de origem animal inspecionados.

“A operação trouxe resultados muito positivos. Tanto pelos números de cargas fiscalizadas, quanto pela observação de melhoras no transporte de alguns alimentos. Nas oito volantes executadas, não encontramos nenhum pescado sendo transportado em lona, como era comum. Acreditamos que seja reflexo do esforço do diálogo que a Aged intensificou com os piscicultores”, destacou Michelle.

Apreensões

Durante o período de fiscalização, foram registrados 24 autos de infração, 5 retornos de animais à origem pela ausência da Guia de Trânsito Animal (GTA), 3 termos de apreensão e destruição e 9 advertências.

Foram destruídos 295 kg de carne moída e vísceras brancas e 280 kg de queijo coalho que estavam sendo transportados irregularmente em sacos plásticos de lixo, dentro de caixas de papelão, sem nenhuma refrigeração, sem origem comprovada, sem serviço de inspeção e no bagageiro de um ônibus de passageiros, em meio às malas. A Aged também apreendeu 5 kg de carne de animal silvestre, conhecida como “carne de caça” e proibida por lei, exceto se proveniente de criações autorizadas e fiscalizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“As parcerias com a PRF e a PMMA estão rendendo bons frutos, principalmente à população, que lucra com o fornecimento de alimentos de qualidade e retirada do mercado do que está impróprio para o consumo”, elogiou a fiscal da Aged.

Retrospectiva: Defesa vegetal do MA quase triplicou fiscalização de cargas em 2016

Em abril, a Aged realizou uma série de blitzen de fiscalização do trânsito agropecuário pela Operação Impacto, em parceria com a PMMA e a PRF.

Em abril, a Aged realizou uma série de blitzen de fiscalização do trânsito agropecuário pela Operação Impacto, em parceria com a PMMA e a PRF.

De acordo com dados da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), em 2016, a Diretoria de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal apresentou avanços na fiscalização do trânsito vegetal. Este ano, a Agência fiscalizou 49.666 cargas que entravam ou saíam do estado e realizou 69 blitz de fiscalização agropecuária. O resultado representa quase o triplo do número de 2015, quando se registrou a fiscalização de 17.957 cargas e 35 blitz.

“O que precisamos para melhorar a produção do Maranhão é investir na educação de quem produz, para que eles saibam que têm que estar legalizados, e intensificar a vigilância ativa, por meio dessas fiscalizações, para garantir a comercialização de alimentos saudáveis. Em 2017, vamos expandir ainda mais nossas fiscalizações”, defendeu o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.

Foi a partir da intensificação da fiscalização do trânsito agropecuário que a Agência identificou infrações graves, como o reaproveitamento de embalagens de agrotóxicos para o transporte de alimentos para pessoas ou animais. Foi o caso da apreensão de 200l de molho de soja em bombonas de defensivos agrícolas durante uma das blitzen da Operação Impacto, em abril.

“Cargas vegetais também têm o potencial de disseminar pragas, por isso, é muito importante que esse trabalho de vigilância seja feito com cada vez mais eficiência. O resultado positivo nas fiscalizações também se deve às melhorias nas condições de trabalho, aquisição de novos equipamentos e capacitação técnica. Então, esses trabalhos foram feitos com um nível técnico mais apurado”, ressaltou o diretor de Defesa e Inspeção Sanitária Animal da Aged/MA, Roberval Raposo Júnior.

O balanço da Defesa Vegetal da Aged/MA também registrou aumento nos monitoramentos da mosca da carambola. Em 2016, foram realizadas 461 operações para prevenir o aparecimento dessa praga de significativo potencial de dano econômico para a fruticultura brasileira. Outras ações executadas pela Agência, como a fiscalização do vazio sanitário da soja e os levantamentos fitossanitários, mantiveram a média do ano anterior.

Agrotóxicos

Parte importante do trabalho de inspeção sanitária vegetal consiste no acompanhamento da devolução de embalagens de agrotóxicos para uma destinação ambientalmente correta. Em 2016, registraram-se 688.617 mil (inPEV, outubro de 2016) embalagens recebidas nas Unidades de Recebimentos de Embalagens, como consequência direta das ações de fiscalização nas propriedades rurais.

Neste ano, a Agência também promoveu III Curso de Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos e Manejo Integrado de Doenças, Pragas e Plantas Daninhas, em outubro. O treinamento, realizado em Chapadinha foi responsável pela a capacitação técnica de mais de 70 pessoas entre produtores de soja, fiscais e técnicos de fiscalização vegetal, técnicos de prefeituras da região, da AGERP e do SENAR.

Exportação

Em 2016, a Aged aprovou a inclusão do Sítio Barreiras, situado em Itinga do Maranhão, no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para Sigatoka Negra, principal praga da bananeira. Com a conquista, a empresa obteve permissão para expandir suas exportações, comercializando também com áreas livres da praga, e deverá implantar até 900 hectares para o cultivo de bananas.

Fiscais e técnicos agropecuários recebem treinamento para fiscalização em blitz

No dia 29, foram realizadas duas blitzen em Caxias, nos turnos da manhã e da tarde, como parte do treinamento prático de fiscalização agropecuária móvel.

No dia 29, foram realizadas duas blitzen em Caxias, nos turnos da manhã e da tarde, como parte do treinamento prático de fiscalização agropecuária móvel.

Em virtude da intensificação da fiscalização sanitária no Maranhão, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged/MA) capacitou 36 médicos veterinários, agrônomos e técnicos em fiscalização agropecuária, nos dias 28 e 29, durante o Treinamento teórico e prático para realização de fiscalização agropecuária móvel, no auditório da Prefeitura de Caxias. O mesmo treinamento será oferecido nos dias 01 e 02 de dezembro, em Santa Inês.

“Estamos encerrando o ano com a capacitação de todos os nossos colaboradores. Elegemos o treinamento sobre a fiscalização do trânsito como uma de nossas prioridades, pois ela é fundamental para melhorar nosso trabalho em campo e nossa atuação junto à população, garantindo alimentos seguros”, destacou o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.

Durante o primeiro dia de curso, funcionários das Regionais Balsas, São João dos Patos, Presidente Dutra, Barra do Corda, Bacabal, Pedreiras, Chapadinha, Codó e Caxias receberam instruções sobre a legislação de trânsito agropecuário, sobre os produtos de interesse da fiscalização e sobre a necessidade de apreensão e destruição de determinados alimentos, entre outros. No dia 29, os fiscais foram divididos em dois grupos para a realização de blitzen na cidade.

“A fiscalização do trânsito tem papel fundamental no controle epidemiológico que a Aged executa. Por exemplo, no caso das aves, com esse trabalho, podemos evitar que doenças que não estão presentes em nosso estado entrem e prejudiquem a sanidade das nossas aves” exemplificou a Coordenadora de Educação Sanitária da Aged/MA, Viramy Almeida.

Trânsito

Em maio e agosto, os técnicos de fiscalização da Aged, que atuavam nos postos fixos de fiscalização agropecuária receberam cursos de Abordagem segura e proteção pessoal, ministrada pela Polícia Militar do Maranhão, bem de procedimentos de verificação de produtos de origem animal, documentação exigida para transporte de cargas animais e vegetais, entre outros assuntos. Com este treinamento, espera-se capacitar mais 72 funcionários para o trabalho.

Maranhão investe em intercâmbio para aprimorar fiscalização de eventos agropecuários

No centro, a veterinária da Aged Maria Cristina Dutra, ao lado do veterinário da Adagri e do Responsável Técnico da Vaquejada de Maranguape.

No centro, a veterinária da Aged Maria Cristina Dutra, ao lado do veterinário da Adagri e do Responsável Técnico da Vaquejada de Maranguape.

Com o objetivo de avaliar o modelo adotado por outras instituições de defesa agropecuária, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) enviou duas veterinárias para um intercâmbio técnico na Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri). De 15 a 18, as responsáveis pelo setor de aglomerações e fiscalizações móveis de trânsito acompanharam a dinâmica de fiscalização da 10ª Vaquejada de Maranguape – Fazenda Veneza.

Atualmente, a fiscalização e o controle zoossanitário de exposições, feiras, leilões e outras aglomerações de animais no Maranhão é regulamentada pela Portaria Nº 162/1994, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que delega a fiscalização ao órgão de defesa sanitária animal do estado. Até junho de 2016, a Aged já fiscalizou 114 eventos, entre vaquejadas, cavalgadas, leilões e exposições.

No final de 2015, o Ceará alterou esse cenário e apostou na extensão do Serviço Veterinário Oficial com a aprovação de uma legislação estadual que transferiu a responsabilidade para a iniciativa privada. Com essa medida, a fiscalização na porta de entrada e durante toda a realização do evento passou a ser competência de um Responsável Técnico – obrigatoriamente inscrito no Conselho de Classe do Ceará e credenciado junto à Agência – contratado pelo proprietário ou promotor de evento.

“Segundo o corpo técnico da agência, tal medida foi pensada e implantada devido à grande quantidade de eventos cadastrados e autorizados pela Adagri, que foram cerca de 920 eventos, somente em 2015, e ao reduzido corpo de fiscais disponíveis para execução do trabalho”, conta a responsável pelas fiscalizações móveis de trânsito agropecuário da Aged, Michelle Lemos.

Ao longo de quatro dias, Michelle e Maria Cristina Cavalcante Dutra, examinaram a legislação do Ceará e avaliaram, na prática, a nova logística de fiscalização em uma vaquejada, que aconteceu de 16 a 18, no município de Maranguape.

“O Ceará é um exemplo de sucesso. Nosso próximo passo será a elaboração de um projeto adaptado à realidade do Maranhão. Embora tenhamos consciência de que todo esse trabalho não depende somente da vontade de fazer da Aged e, sim, de uma base sólida em Educação Sanitária e o envolvimento com responsabilidade de todos os agentes envolvidos”, destacou Maria Cristina Dutra.

Governo apresenta programa sanitário de aquicultura para piscicultores familiares na Semana do Pescado

Na tarde da segunda (12), cerca de 50 piscicultores participaram das palestram que marcaram o primeiro dia da Semana do Pescado.

Na tarde da segunda (12), cerca de 50 piscicultores participaram das palestras que marcaram o primeiro dia da Semana do Pescado.

Com produção semanal de aproximadamente 20 toneladas de peixes, os produtores da Associação de Piscicultores de Itans são um grande exemplo do potencial maranhense no fornecimento de pescado. Para reduzir perdas nos criatórios e colocar a aquicultura maranhense em um patamar de excelência para o mercado interno e externo, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), por meio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), ofereceu palestras sobre o Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos de Cultivo (Aquicultura com Sanidade) para piscicultores familiares da comunidade Itans, em Matinha, na segunda (12).

Auxiliados por engenheiros de pesca e responsáveis técnicos com o objetivo principal de expandir a produção, os piscicultores também terão que se adequar às práticas sanitárias instituídas pelo governo federal, na Instrução Normativa Nº 04/2015, do extinto Ministério de Pesca e Aquicultura (MPA), a partir de 2017.

“O programa do Ministério de Pesca institucionalizou, de forma inédita, os cuidados sanitários que se devem tomar na aquicultura. Já existem estudos científicos comprovando que o manejo incorreto na produção de peixe em cativeiro pode causar doenças nos animais e até provocar a sua morte. Já existem relatos de piscicultores que perderam toda a sua produção da noite para o dia”, explicou o engenheiro de pesca da Aged, Hélio dos Santos Junior.

Para preparar técnicos e produtores maranhenses para as novas normas, a Aged está promovendo palestras e treinamentos. As palestras “Aquicultura com Sanidade”, “Trânsito de pescados” e “Registro de Agroindústria Familiar, Pequeno Porte ou Artesanal” foram ministradas como parte da programação da Semana do Pescado (12 a 18), promovida pela Sagrima, para um público de 50 pessoas na Associação dos Piscicultores de Itans. “Queríamos mostrar que eles podiam dar um segundo passo na atividade, não só comercializar o pescado in natura, mas beneficiá-lo para agregar valor ao produto”, defendeu a veterinária Tânia Maria Duarte.

Programa Inovador

Quando aprovado, o programa Aquicultura com Sanidade foi apontado como o mais amplo e inovador já lançado pelo extinto MPA. Até 2014, o governo federal havia aprovado quatro iniciativas, mas que não contemplavam todo o setor.

Algumas das novidades do programa são as regras para a manipulação de peixes durante a despesca (retirada dos peixes dos ambientes de cultivo), para o trânsito de animais aquáticos no estado de origem, entre estados ou quando destinados à exportação ou importação, além da orientação sobre as formas de notificação de suspeitas de doenças.

Postos de fiscalização agropecuária recebem equipamentos e novo ciclo de treinamento

Diretor de Defesa e Inspeção Vegetal, Roberval Raposo Júnior, durante capacitação dos funcionários do Posto Fixo de Fiscalização da Estiva, na quinta-feira (04).

Diretor de Defesa e Inspeção Vegetal, Roberval Raposo Júnior, durante capacitação dos funcionários do Posto Fixo de Fiscalização da Estiva, na quinta-feira (04).

Para evitar que produtos clandestinos de origem animal ou vegetal entrem no estado e comprometam a saúde pública, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) está investindo na formação continuada de servidores e promovendo melhorias estruturais nas barreiras. De 04 a 12 de agosto, os Postos Fixos de Fiscalização Agropecuária da Estiva, de Pirangi e de Boa Vista do Gurupi receberam novos equipamentos e passaram pelo segundo ciclo de treinamento do ano. Até o fim do mês, as outras quatro barreiras do estado também serão beneficiadas.

“Quando a gestão atual fez a primeira visita aos postos de fiscalização, nossos funcionários pediram atenção. Agora, além da formação continuada que eles haviam solicitado e iniciamos desde o ano passado, também estamos entregando ferramentas modernas de trabalho, como termômetros com laser para avaliar as condições dos alimentos, e uma série de equipamentos de identificação e proteção”, explica a Diretora de Defesa e Inspeção Animal, Viviane Correa da Silva.

Em maio, os técnicos de fiscalização que atuam nas barreiras já haviam recebido orientações sobre abordagem correta e proteção pessoal, em uma parceria da Aged com a Polícia Militar do Maranhão. No novo módulo, o foco é a capacitação dos funcionários quanto aos procedimentos de verificação de produtos de origem animal, à documentação exigida e à legislação da área. No setor vegetal, além da legislação e da documentação exigida para o transporte de cargas vegetais, também estão sendo abordadas pragas quarentenárias, isto é, pragas de outros países ou regiões que podem apresentar um risco para a agricultura local.

“Essas barreiras zoofitossanitárias são o nosso cartão de visita. São elas que controlam a entrada de animais e de todos os vegetais no Estado. Então temos que exigir todos os certificados sanitários para garantir que a entrada de alimentos, animais e vegetais não vai trazer nenhum agravo para a saúde da população”, destaca o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

 

Camarão seco transportado em sacos de fertilizantes é apreendido na entrada de São Luís

Os fiscais identificaram itens de interesse da inspeção agropecuária, como 140 kg de camarão fresco, sendo transportados em ônibus de passageiros.

Os fiscais identificaram itens de interesse da inspeção agropecuária, como 140 kg de camarão fresco, sendo transportados em ônibus de passageiros.

Em pleno período junino, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), em parceria com a Polícia Militar (PMMA), apreendeu 500 kg de camarão seco, um dos principais ingredientes dos pratos típicos no estado, em sacos de fertilizantes, com destino aos comércios de São Luís. A apreensão foi resultado de uma blitz na barreira do Posto Fiscal da Estiva, na madruga da quarta-feira (15). Das duas até às sete horas da manhã, os fiscais agropecuários da Unidade Regional São Luís e uma equipe da PMMA fiscalizaram a entrada de animais, vegetais, seus produtos e subprodutos, na capital.

Ao todo, 27 veículos foram vistoriados, entre ônibus de passageiros, vans e pick-ups, utilitários, caminhões frigorificados e caminhões baú. “Essa atividade foi proveniente de denúncias realizadas pela própria PM, que observou o transporte de alimentos e animais em pick-ups, ônibus de passageiros e vans. Como não sabiam como proceder nesses casos, procuraram pela Aged”, revela o técnico de fiscalização agropecuária, Pedro Gualter.

Após as inspeções, cinco veículos receberam autos de infração. Os fiscais atuaram dois veículos pelo transporte de 60 pintos sem a documentação sanitária de trânsito e, outro, pelo de 140 kg de camarão fresco sem nota fiscal. Na operação, também foram apreendidos 500 kg de camarão salgado seco transportados em sacos de fertilizantes reutilizados.

Conforme explica o coordenador de Inspeção Animal, Hugo Napoleão, o camarão seco, muitas vezes produzido de forma artesanal, é um produto que faz parte da cultura maranhense, mas que, como qualquer alimento, precisa ser seguro para o consumo. “Independente de ser camarão, carne ou queijo, todo produto deve ser transportado em condições adequadas. O saco de fertilizante é altamente contaminante e pode trazer problemas de saúde para quem consumir aquele alimento”, alertou.

Transporte na madrugada

Segundo o chefe da Unidade Regional São Luís, Assuero Batista Junior, as constantes fiscalizações da Aged, no período das 8h às 18h, tem inibido os transportadores desses produtos. “Houve uma migração do transporte desses produtos para o horário da madrugada. Prova disso é a apreensão dessa quantidade significativa de camarão seco e fresco, que estava sendo destinada para os comércios de São Luís”, explica.

Operação fiscaliza transporte de animais, vegetais e alimentos pela estrada de ferro

Operação da Polícia Militar, SMTT e Aged na Estação Ferroviária aconteceu na terça (07),

Operação da Polícia Militar, SMTT e Aged na Estação Ferroviária aconteceu na terça (07).

A convite da Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento Metropolitano III, e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), por meio da Unidade Regional de São Luís, participou, na última terça (07), das 21h às 00h, da fiscalização do transporte de animais e vegetais, bem como de seus produtos e subprodutos, na Estação Ferroviária de São Luís.

O objetivo da participação da Agência era averiguar se os passageiros portavam a documentação necessária para transportar animais, vegetais e alimentos dessas origens; e se o transporte destes era feito em condições adequadas. Após três horas de operação, foram apreendidos e inutilizados 26 kg de queijo, que estavam mal acondicionados e não possuíam nota fiscal. Este documento é obrigatório para produtos e subprodutos de origem animal por certificar a sua origem, assim, é possível saber se ele foi produzido dentro das normas higiênicas.

A ausência da nota também foi detectada na carga de outro passageiro que transportava 12 litros de leite cru, ou seja, que não havia sido fervido, pasteurizado ou passado por qualquer processo de beneficiamento. “É importante fazer esse tipo de apreensão, mesmo que seja em pequenas quantidades, porque, por exemplo, no caso do leite, a gente sabe que ele é um meio de cultura natural. Ou seja, ele pode veicular uma série de micro-organismos que causam doenças, como a febre aftosa, brucelose e tuberculose, e permitir que doenças que não são endêmicas nessa região possam ser trazidas por meio desse leite”, explicou o chefe da Regional São Luís da Aged, Assuero Batista Junior.

Da mesma forma que os produtos de origem animal, também foram apreendidas mudas de vegetais por estarem sem atestado de origem, existindo, dessa forma, possibilidade de servir como veículo de pragas.

Os passageiros que tiveram produtos apreendidos foram autuados e receberam orientações dos fiscais agropecuários. “O ideal é que ele respeite a temperatura de acondicionamento daquele alimento e saiba que cada alimento tem uma peculiaridade para o seu transporte. No caso de animais, ele tem que vir em um compartimento que permita seu bem estar e tem que estar acompanhado da Guia de Trânsito Animal”, esclareceu Assuero.

Serviço

O consumidor que quiser transportar alimentos de origem animal deve estar atento à nota fiscal do produto e ao volume, já que grandes quantidades podem não ser consideradas como destinadas ao consumo próprio. Além disso, para garantir que o alimento chegará ao destino próprio para o consumo, é importante seguir as seguintes orientações:

Carnes em geral: devem estar congeladas e dentro de uma caixa térmica ou isopor com gelo.

Leite: Deve ser pasteurizado.

Queijo: existem alguns tipos de queijo que não precisam ser refrigerados, mas queijos como o muçarela, devem ser transportados com refrigeração (preferencialmente, mantendo a temperatura até 8ºC).

Aged promove treinamento para fortalecer fiscalização agropecuária em 13 municípios

blitz-pedreirasNa sexta-feira (13), a Unidade Regional de Pedreiras da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) realizou uma blitz, no município de Igarapé (MA 119), como parte da capacitação, de fiscais agropecuários e técnicos da região, em fiscalização móvel.

De acordo com a fiscal agropecuária Michelle Lemos, responsável pela formação que se iniciou no dia 12, este foi o primeiro treinamento em fiscalização agropecuária móvel na regional de Pedreiras, que abarca 13 municípios maranhenses. “Com este treinamento acredito que vai melhorar e muito a quantidade de fiscalizações em nossas blitzen e os servidores terão mais segurança no ato da fiscalização. Outro ponto importante é fazer com que o criador procure a ULSAV (Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal) para retirar a documentação sanitária vigente para o transporte das cargas”, destacou o chefe da regional, Robert Ferreira.

Após receberem informações sobre a base legal das fiscalizações e os documentos obrigatórios exigidos para o transporte de animais, vegetais, produtos e subprodutos, os 12 profissionais da regional, em parceria com a Polícia Militar, inspecionaram 129 veículos na manhã do dia 13. Como resultado, a ação identificou problemas como ausência de documentação sanitária, acondicionamento inadequado e até transporte ilegal de um animal silvestre.

Transporte de leite

Durante a blitz, a equipe autuou, ainda, um caminhão que transportava leite in natura em condições higiênicas inadequadas, em uma carroceria suja de fezes e aparas de madeira (maravalha). “A ação teve um impacto grande na região, pois ela é uma bacia leiteira. Em duas horas de ação, inspecionamos 120 veículos e aproveitamos para dar orientações técnicas aos transportadores de leite”, avaliou Michelle.