Produtores de soja de Balsas recebem capacitação para uso ambientalmente correto de agrotóxicos

Agrônomos da Aged reuniram profissionais da cadeia produtiva da soja de Balsas para oferecer capacitação quanto ao uso consciente de agrotóxicos.

Agrônomos da Aged reuniram profissionais da cadeia produtiva da soja de Balsas para oferecer capacitação quanto ao uso consciente de agrotóxicos.

Com o objetivo de conscientizar os produtores rurais sobre a importância do uso correto de agrotóxicos e da destinação adequada das embalagens desses produtos, a Unidade Regional Balsas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) promoveu um dia de treinamento e capacitação para funcionários e proprietários das fazendas produtoras de soja, na região da Serra do Fozdão, em Balsas, no dia último dia 06.

“As fazendas Céu Azul, AgroMartins, Piraíba, Grupo Pasinato e Angicos são responsáveis pelo cultivo de aproximadamente 40 mil hectares de soja, por isso, é fundamental reforçar a necessidade do uso seguro de produtos fitossanitários para a saúde e para a preservação do meio ambiente”, ressaltou o agrônomo da Aged, Eugênio Pires.

Durante o evento, os agrônomos Eugênio Pires e Diego Sampaio, com o apoio do gerente da Fazenda AgroMartins Márcio Virginio dos Santos, ministraram as palestras Uso Correto e Seguro de Produtos Fitossanitários, Manejo Integrado de Pragas, Logística Reversa das Embalagens Vazias de Agrotóxicos e Defesa Agropecuária para um grupo de 29 pessoas, entre proprietários de fazendas produtoras de soja, engenheiros agrônomos, técnicos e funcionários.

“Este treinamento entrou para o calendário anual da região da Serra do Fozdão, segundo os produtores rurais. Ficamos orgulhosos em promover o treinamento de profissionais ligados ao agronegócio, principalmente quando a interação ocorre de maneira positiva, com troca de experiências que enriquecem o evento”, elogiou Eugênio.

 

Maranhão inicia segundo período de vazio sanitário da soja para manter produtividade elevada

Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter tiveram propriedades inspecionadas pela Aged em setembro.

Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter tiveram propriedades inspecionadas pela Aged em setembro.

Para controlar o aparecimento da praga de maior impacto na cultura da soja, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) iniciou as operações de fiscalização do vazio sanitário da soja, que vai de 15 de setembro a 15 de novembro, nas microrregiões da Baixada Maranhense, Baixo Parnaíba, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Gurupi, Itapecuru Mirim, Lençóis Maranhenses, Litoral Ocidental, Médio Mearim, Pindaré, Presidente Dutra e Rosário.

Nome que se dá ao período em que é proibida a plantação de soja, o vazio sanitário tem o objetivo de interromper o ciclo de vida do fungo que causa a ferrugem asiática. Devido à extensão do Maranhão, existem dois períodos de vazio sanitário no estado, uma vez que a disseminação da doença também está relacionada com as condições climáticas.

“A fiscalização no período do vazio sanitário tem como finalidade constatar a ausência do cultivo de plantas vivas de soja, bem como efetuar o monitoramento de áreas que cultivam de forma irrigada outras culturas”, explica o agrônomo da Aged Francisco Rodrigues da Silva.

Na Unidade Regional Caxias da Aged, três operações já foram realizadas para verificar o cumprimento da medida, nos dias 15, 22 e 27 de setembro, nos municípios de Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter. “Os produtores de soja estão satisfeitos com a prática, que comprovadamente vem diminuindo a incidência de casos da ferrugem asiática e os custos de produção”, destaca Francisco.

Além da inspeção de áreas dedicadas à sojicultura, os fiscais da Aged também estão atentos às culturas irrigadas, como a do feijão, que podem ser hospedeiras secundárias do fungo da ferrugem asiática. “No caso do feijão, ele poderá ser cultivado no período desde que o produtor peça autorização da Aged pelo menos 30 dias antes da semeadura”, recomenda o agrônomo.

Impacto

A preocupação com a disseminação do fungo se deve às enormes perdas que pode causar. Segundo dados da Embrapa, na safra 2001/02, durante a qual se estima que mais de 60% da área de soja do Brasil foi atingida, houve perda de 112.000 t ou US$24,70 milhões. Desde 2007, o controle da doença é feita por meio do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que inclui a iniciativa pública e privada.