Governo e apicultores planejam ações da cadeia produtiva do mel em 2017

O Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser, participou da reunião promovida pela Femamel na segunda-feira (19), no auditório da Aged.

O Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser, participou da reunião promovida pela Femamel na segunda-feira (19), no auditório da Aged.

Para facilitar o diálogo entre autoridades e apicultores, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) cedeu seu auditório central para a Reunião de Planejamento da Federação Maranhense de Apicultores (Femamel) com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e outras associações de representação dos apicultores, na segunda-feira (19).

“Reunimos representantes das associações das regiões do Alto Turi, Litoral Oeste, Baixo Parnaíba, Médio Sertão e dos Manguezais para contribuir com as conjecturas de cada local. Assim, podemos propor soluções que favoreçam o desenvolvimento do criatório de abelhas com e sem ferrão no estado”, explicou o presidente da Femamel, Euler Gomes Tenório.

Na ocasião, o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, apresentou as ações do governo para fomentar a cadeia produtiva do mel. “Como uma das dez cadeias produtivas prioritárias do Programa Mais Produção, a cadeia do mel vem sendo trabalhada em 11 municípios, com ações direcionadas a melhoria de entrepostos, incentivos à industrialização, aquisição de equipamentos e assistência técnica, de modo a desenvolvermos o grande potencial do estado no setor”, disse.

Por sua vez, a Aged apresentou as ações de vigilância sanitária previstas para 2017. “Vamos realizar o cadastramento geral do todos os apicultores e meliponicultores do estado, além do georreferenciamento dos apiários. Antes de tudo, precisamos ter noção quantitativa e da disposição dessa cultura no Maranhão”, revelou o responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Apícola da Aged, Clenilson Júnior.

O produtor José, de Centro Novo, elogiou a iniciativa da Femamel em promover a reunião com o governo estadual e outras autoridades. “O Maranhão tem um grande potencial. Mas só vamos crescer e melhorar com qualidade. Se a gente conseguir certificação, com certeza vamos agregar valor para o nosso produto e viabilizar a sua comercialização em supermercados e farmácias. Contamos com a parceria do governo para isso”, declarou.

Registro

De acordo com os dados do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) do Maranhão, atualmente existem nove estabelecimentos de processamento de mel, entre agroindústrias familiares e empresas de médio e grande porte, em fase de registro. Com a inclusão no SIE, as empresas obtém permissão para comercializar seus produtos em todo o estado maranhense.

Ministério da Agricultura alerta apicultores sobre nova praga

Colmeia infestada por Aethina tumida (Fonte: Jessica Lawrence/Eurofins Agroscience Services/Bugwood.org - CC BY 3.0 US).

Fonte: Jessica Lawrence/Eurofins Agroscience Services/Bugwood.org

Conforme nota técnica enviada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o setor de epidemiologia dos órgãos de defesa animal de todo o Brasil, em documento assinado em 14 de julho, foram confirmados oito focos de infestação de colmeias da abelha Apis mellifera pelo pequeno besouro Aethina tumida, em três municípios de São Paulo.

Enquanto tenta estimar a extensão do problema e os danos às colmeias de abelhas africanizadas, que constituem a base da apicultura brasileira e nascem do cruzamento da Abelha-Africana com raças europeias, o Mapa defende que “é necessário alertar toda a comunidade apícola sobre a necessidade de notificação imediata da suspeita da ocorrência da Aethina tumida, em qualquer tipo de colmeia e proceder a investigação epidemiológica na região para caracterizar o impacto desta praga”.

O besouro que acomete as colmeias de abelhas, na fase larval, se alimenta dos ovos, ninhadas, mel e pólen, destruindo os favos e a estrutura da colmeia e causando grande impacto na produção. Além disso, a nova praga também torna o mel impróprio para consumo, devido à fermentação que ocorre após o contato com as larvas.

“A fêmea adulta pode viver pelo menos seis meses e, em condições propícias, por milhares de ovos. O besouro pode viver na natureza e sobreviver até duas semanas sem comer, e voar até 13 quilômetros de distância de seu ninho, sendo capaz de se dispersar rapidamente e invadir novas colmeias”, diz o documento.

No Maranhão, de acordo com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), não houve nenhuma notificação de suspeita de infestação. “Em maio, participamos do I Curso de Sanidade Apícola de São Paulo, no qual estudamos formas de prevenção e diagnóstico da infestação desse besouro. Agora, é preciso que o produtor esteja alerta e notifique a Aged imediatamente em caso de qualquer suspeita”, explica o responsável técnico pelo Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSA) na Agência, Clenilson Júnior.

Na nota técnica Nº 3/2016, o Mapa ainda adverte que a movimentação de colmeias, favos de mel e outros produtos apícolas é a forma mais comum de transmissão da infestação a outras colônias.

Serviço

Para receber denúncias e relatos de suspeitas de doenças de notificação obrigatória, o Maranhão possui um número para contato sem nenhuma taxa de cobrança, conhecido como Disque Aged: 0800 280 6006.