Cresce incentivo para que Maranhão se torne área livre de peste suína clássica

Veterinários durante execução do plano de contigência de peste suína clássica, no simulado realizado em Cananéia.

Veterinários durante execução do plano de contigência de peste suína clássica, no simulado realizado em Cananéia.

Após a criação do bloco pecuário do Nordeste e Pará para alcançar o status sanitário de área livre de peste suína clássica (PSC) até 2019, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) têm intensificado a capacitação de veterinários para atuação em caso de circulação do vírus causador da cólera dos suínos. De 08 a 12 de agosto, a responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Suídea no estado (PNSS), Teresinha de Lisieux Castro, e o epidemiologista da Aged Lauro Queiroz, participaram de uma simulação de situação emergencial, em Cananéia (SP).

A PSC é uma doença de importância econômica, que traz perdas aos produtores e restringe o comércio de suínos e seus produtos. No Brasil, apenas 16 estados e o Distrito Federal possuem reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como áreas livres da doença. Como consequência, os estados que ainda não alcançaram esse status sanitário não ultrapassam 10% da produção nacional e não têm acesso ao mercado nacional e internacional. No Maranhão, por exemplo, 99,41% da produção do estado são comercializadas internamente.

“O treinamento em Cananéia, além de tecnicamente fundamental, foi muito motivador e mostra que alavancamos na busca pela adequação às exigências da OIE. A defesa animal está avançando no Maranhão e temos sentido o apoio do Mapa”, defende Lisieux.

Durante uma semana de capacitação, os dois veterinários da Aged passaram por um simulado em que tinham que identificar um foco de peste suína clássica e fazer a contenção da doença, conforme o plano de contingência empregado nacionalmente. “Foi um dos primeiros treinamentos desse tipo realizado, onde tivemos que revisar exaustivamente todos os procedimentos para atendimento a um foco de doença”, revelou a veterinária.

Cadastros

A capacitação também serviu como uma preparação para o estudo de prevalência que está previsto para o segundo semestre de 2017, nos estados de Pernambuco, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí e Pará. Atualmente, a Aged desenvolve uma campanha de conscientização dos produtores de suínos quanto à necessidade de cadastrar suas propriedades. “Pelos dados do IBGE, nosso rebanho suíno ultrapassa um milhão de animais, mas, em nosso sistema, temos apenas 52 granjas de suínos cadastradas, com uma população de 28.476 animais”, destaca Lisieux.

Aged participa de Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária em Brasília

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Sede do Confederação Nacional de Agricultura, em Brasília, onde acontecerá a reunião do Fonesa, na quarta (03).

O presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Sebastião Anchieta, participa, na quarta-feira (03), da reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa) na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Brasília, que debaterá as fontes de recursos para as ações de defesa agropecuária.

Além da discussão da liberação de recursos dos fundos privados, a importância, composição, coordenação e as ações do Grupo Especial de Atenção a Suspeita de Enfermidades Emergenciais (Gease) estarão na pauta do Fórum. “A visita também trará a oportunidade de discutirmos o convênio da Aged com o Ministério de Agricultura para a sanidade agropecuária do Maranhão, que deve disponibilizar recursos para a manutenção das nossas atividades de fiscalização, inspeção e educação sanitária”, destacou o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

O evento, que reúne presidentes de agências de defesa de todo o país, contará com a presença de representantes do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Do Maranhão, participam ainda o presidente do Fundo de Desenvolvimento Pecuário do Maranhão (Fundepec), Osvaldo Rodrigues, e o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho de Sousa.

Ministério da Agricultura realiza auditoria para avaliar adesão do Maranhão ao Sisbi

Equipe da Aged recebe os auditores do Departamento de Inspeção de produtos de origem animal (Dipoa), na segunda (02).

Equipe da Aged recebe os auditores do Departamento de Inspeção de produtos de origem animal (Dipoa), na segunda (02).

De 02 a 06, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) passa por uma auditoria orientativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que deve avaliar o Serviço de Inspeção Estadual a fim de inserir o estado no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa).

Durante a semana, os auditores Antônio Auro da Silva e Bruno Ribeiro, representantes do Departamento de inspeção de produtos de origem animal (Dipoa) do Mapa, devem analisar o trabalho de inspeção estadual, que certifica os produtos e subprodutos de origem animal que podem circular dentro do Maranhão. “Para o estado, isso é de fundamental importância, porque, a partir do momento que nós aderirmos ao Sisbi, os produtores do Maranhão poderão comercializar seus produtos entre os estados. Isso é um grande avanço, que deve trazer desenvolvimento e mais riqueza”, ressaltou o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

Além da auditoria orientativa do trabalho da Agência, a equipe do Mapa também inspecionará duas propriedades. A indústria Laticínio Beatriz, produtora de queijo muçarela situada em Vila Nova dos Martírios, e a Vieira Indústria e Comércio de Laticínios, produtora de queijos, manteiga e iogurte em Imperatriz, foram recomendadas pelos fiscais estaduais para receber o registro Sisbi – Poa. “Hoje, nós temos vinte estabelecimentos registrados no estado. Desses vinte, 17 são de laticínios. Então, temos uma expertise maior nessa área e esses são os que estão em melhores condições de serem auditados”, justificou o Coordenador de Inspeção Animal da Agência, Hugo Napoleão.

Pequenos produtores

O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, cujo objetivo é padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, é uma ferramenta do governo federal para permitir a inserção no mercado formal de produtos que ainda necessitam de regulamentação específica. Como consequência, pequenos produtores que teriam dificuldades em cumprir as exigências técnicas e burocráticas do Sistema de Inspeção Federal (SIF) passam a ser beneficiados.

O Maranhão já pleiteava a adesão ao sistema desde 2012. No entanto, só em abril deste ano, após reunião com a Ministra Kátia Abreu, a auditoria orientativa da Aged foi agendada. “Com essa auditoria, a gente vai saber dos pontos em que estamos fracos e temos que melhorar para chegar à equivalência do Ministério da Agricultura”, explica Hugo.

Aged discute adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção com ministra da Agricultura

Representantes da defesa Agropecuária do Maranhão e outros Estados durante a reunião

Representantes da Defesa Agropecuária do Maranhão e outros estados durante a reunião em Brasília, na terça (12).

Na última terça-feira (12), o presidente, Sebastião Anchieta, e a representante da Coordenação de Inspeção Animal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), Alessandra Pontes, participaram de uma reunião, em Brasília, com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, para discutir a adesão do Maranhão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa).

O sistema, cujo objetivo é padronizar e harmonizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, é uma ferramenta do governo federal para permitir a inserção no mercado formal de produtos que ainda necessitam de regulamentação específica. Como consequência, pequenos produtores que teriam dificuldades em cumprir as exigências técnicas e burocráticas do Sistema de Inspeção Federal (SIF) passam a ser beneficiados.

Durante a reunião com a ministra do MAPA e representantes de outros estados, foram discutidos os entraves, de cada região, na adesão ao Sisbi. “Quero entender onde estão as dificuldades para dar igual condição a todos os estados e a todos os produtores. Preciso da ajuda de vocês para atender a essas pequenas agroindústrias que estão deixando de ampliar seu mercado consumidor”, declarou Kátia Abreu.

O Maranhão já havia solicitado, por meio da Aged, sua adesão ao sistema desde 2012, no entanto, para que isso se concretizasse, era necessária uma auditoria orientativa do Ministério da Agricultura. Após a reunião, ficou definida que a auditoria aconteceria em maio deste ano.

A fiscal estadual agropecuária, Alessandra Pontes, revelou que, dos 20 estabelecimentos atualmente registrados no Sistema de Inspeção Estadual (SIE) – que permite a comercialização de produtos dentro do estado – a Aged selecionou três para a autoria orientativa do MAPA. “A importância da adesão ao Sisbi é que vamos abrir novos mercados para os empreendedores, especialmente para as pequenas e médias agroindústrias. Com o Sisbi, esses produtores têm a oportunidade de comercializar seus produtos em nível nacional. A tendência é crescer, desenvolver renda, emprego e qualidade de vida”, defendeu o presidente da Agência.

Entraves

Ainda que o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, pequenos produtores tenham a possibilidade de comercialização interestadual sem registro no SIF, os representantes da Aged explicam que as exigências higiênico-sanitárias são as mesmas. Se a adesão do estado for aprovada, caberá à Agência, após a capacitação dos fiscais estaduais, a inspeção dos estabelecimentos registrados pelo Sisbi.  “As principais dificuldades apontadas durante a reunião diziam respeito à disponibilidade de médicos veterinários para o serviço de fiscalização e de laboratórios para a realização de exames e análise das amostras”, contou Alessandra.

Segundo o presidente da Aged, o Ministério se mostrou disposto a tomar as medidas necessárias para resolver os problemas e firmar novos acordos.