Maranhão é o 2º do Nordeste em destinação correta de embalagens de agrotóxicos

O Maranhão destinou corretamente mais de 780kg de embalagens de agrotóxicos.

O Maranhão destinou corretamente mais de 780kg de embalagens de agrotóxicos.

Em 2016, os produtores maranhenses devolveram mais de 780 mil kg de embalagens vazias de agrotóxicos para uma destinação ambientalmente correta. De acordo com dados do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), o Maranhão é o segundo estado do Nordeste em destinação final de embalagens, atrás apenas da Bahia, e ocupa o 14º lugar no ranking nacional.

Segundo a agrônoma da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) Edmara Cardoso, a quantidade de embalagens retiradas do meio ambiente no estado é correspondente aos avanços da agricultura no sul e da atuação dos fiscais agropecuários. “A Aged desempenha um papel significativo para a destinação correta de embalagens através de palestras sobre o uso correto e seguro de agrotóxicos e de treinamentos de manejo integrado de pragas oferecidos para os produtores maranhenses”, destacou.

De acordo com a legislação brasileira (Nº 9974/2000), que compartilha a responsabilidade da destinação ambientalmente correta desses produtos entre poder público, fabricantes, revendedores e agricultores, cabe ao produtor realizar a tríplice lavagem e devolver a embalagem na unidade de recebimento indicada na nota fiscal do produto.

O Maranhão conta com três Centrais e um Posto de Recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos, localizados em Balsas, Alto Parnaíba, Imperatriz e Anapurus. “Uma prática que tem aumentado o número de devoluções de embalagens são as fiscalizações realizadas pela Aged em comércios, prestadoras de serviços e propriedades rurais. Só em 2016, realizamos 1803 fiscalizações”, explica Edmara.

Poluição por agrotóxicos

Na quarta-feira (11), foi comemorado o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos em todo o país. O Brasil é campeão mundial com a destinação de 94% das embalagens plásticas primárias colocadas no mercado.

A política nacional de destinação de embalagens foi desenvolvida exatamente para controlar os danos ao meio ambiente. Antes da legislação, estes resíduos eram enterrados, queimados, jogados em rios e até reaproveitados, infectando solos e rios, e colocando em risco a saúde animal e humana.

Retrospectiva: Defesa vegetal do MA quase triplicou fiscalização de cargas em 2016

Em abril, a Aged realizou uma série de blitzen de fiscalização do trânsito agropecuário pela Operação Impacto, em parceria com a PMMA e a PRF.

Em abril, a Aged realizou uma série de blitzen de fiscalização do trânsito agropecuário pela Operação Impacto, em parceria com a PMMA e a PRF.

De acordo com dados da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), em 2016, a Diretoria de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal apresentou avanços na fiscalização do trânsito vegetal. Este ano, a Agência fiscalizou 49.666 cargas que entravam ou saíam do estado e realizou 69 blitz de fiscalização agropecuária. O resultado representa quase o triplo do número de 2015, quando se registrou a fiscalização de 17.957 cargas e 35 blitz.

“O que precisamos para melhorar a produção do Maranhão é investir na educação de quem produz, para que eles saibam que têm que estar legalizados, e intensificar a vigilância ativa, por meio dessas fiscalizações, para garantir a comercialização de alimentos saudáveis. Em 2017, vamos expandir ainda mais nossas fiscalizações”, defendeu o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.

Foi a partir da intensificação da fiscalização do trânsito agropecuário que a Agência identificou infrações graves, como o reaproveitamento de embalagens de agrotóxicos para o transporte de alimentos para pessoas ou animais. Foi o caso da apreensão de 200l de molho de soja em bombonas de defensivos agrícolas durante uma das blitzen da Operação Impacto, em abril.

“Cargas vegetais também têm o potencial de disseminar pragas, por isso, é muito importante que esse trabalho de vigilância seja feito com cada vez mais eficiência. O resultado positivo nas fiscalizações também se deve às melhorias nas condições de trabalho, aquisição de novos equipamentos e capacitação técnica. Então, esses trabalhos foram feitos com um nível técnico mais apurado”, ressaltou o diretor de Defesa e Inspeção Sanitária Animal da Aged/MA, Roberval Raposo Júnior.

O balanço da Defesa Vegetal da Aged/MA também registrou aumento nos monitoramentos da mosca da carambola. Em 2016, foram realizadas 461 operações para prevenir o aparecimento dessa praga de significativo potencial de dano econômico para a fruticultura brasileira. Outras ações executadas pela Agência, como a fiscalização do vazio sanitário da soja e os levantamentos fitossanitários, mantiveram a média do ano anterior.

Agrotóxicos

Parte importante do trabalho de inspeção sanitária vegetal consiste no acompanhamento da devolução de embalagens de agrotóxicos para uma destinação ambientalmente correta. Em 2016, registraram-se 688.617 mil (inPEV, outubro de 2016) embalagens recebidas nas Unidades de Recebimentos de Embalagens, como consequência direta das ações de fiscalização nas propriedades rurais.

Neste ano, a Agência também promoveu III Curso de Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos e Manejo Integrado de Doenças, Pragas e Plantas Daninhas, em outubro. O treinamento, realizado em Chapadinha foi responsável pela a capacitação técnica de mais de 70 pessoas entre produtores de soja, fiscais e técnicos de fiscalização vegetal, técnicos de prefeituras da região, da AGERP e do SENAR.

Exportação

Em 2016, a Aged aprovou a inclusão do Sítio Barreiras, situado em Itinga do Maranhão, no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para Sigatoka Negra, principal praga da bananeira. Com a conquista, a empresa obteve permissão para expandir suas exportações, comercializando também com áreas livres da praga, e deverá implantar até 900 hectares para o cultivo de bananas.

Curso da Aged ensina técnicas para reduzir o uso de agrotóxicos no cultivo de grãos

Coordenadora de Inspeção Vegetal da Aged, Filomena de Carvalho, fala durante a abertura do curso em Chapadinha.

Coordenadora de Inspeção Vegetal da Aged, Filomena de Carvalho, fala durante a abertura do curso em Chapadinha.

Como parte das ações educativas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), mais de 70 pessoas participaram do III Curso de Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos e Manejo Integrado de Doenças, Pragas e Plantas Daninhas, de 25 a 27 de outubro, no Sebrae de Chapadinha.

O treinamento, oferecido por meio de parcerias com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindveg) e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), foi direcionado para estudantes de agronomia, mestrandos e doutores em Agroecologia, produtores rurais, fiscais agropecuários, técnicos agrícolas e profissionais liberais da região de Chapadinha.

“A escolha de Chapadinha se deveu ao fato dessa região concentrar uma fatia considerável da produção de grãos do estado, principalmente milho e soja. Nosso objetivo era capacitar os agricultores para adoção de técnicas que viabilizem mais eficiência no controle de pragas, evitando desperdícios de produtos, assim como contaminação do meio ambiente e de pessoas”, explicou a coordenadora de Inspeção Vegetal da Aged, Filomena Antonia de Carvalho.

No curso foram apresentados conceitos de Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Tecnologias de aplicação de agrotóxicos por professores especializados da Universidade Federal de Viçosa (UFV), como Dr. Laércio Zambolim, Dr. Antônio Alberto e Dr. Miller Machado. De acordo com a Aged, os temas despertaram o interesse dos agricultores por tratar não só da aplicação de agrotóxicos, mas de práticas que minimizam a necessidade desses produtos.

“Esse terceiro treinamento teve como diferencial a participação significativa dos produtores de grãos da Região do Alto Parnaíba. Estava visível o interesse deles em assimilar as técnicas apresentadas. Essas ações demonstram a preocupação da Aged com o setor produtivo, no sentido de viabilizar conhecimento de novas técnicas e medidas aprovadas por pesquisas”, avalia Filomena.

Manejo Integrado

O manejo integrado de pragas (MIP) e doenças é uma estratégia de controle múltiplo de infestações, que pode ser feito por meio de insetos (controle biológico), retirada e queima da parte do vegetal afetada, adubação equilibrada, poda e raleio, entre outras. Ele é uma alternativa para diminuir o uso de agrotóxicos, cuja aplicação inadequada pode ser prejudicial à saúde pública e ao ambiente natural.

Maranhão inicia segundo período de vazio sanitário da soja para manter produtividade elevada

Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter tiveram propriedades inspecionadas pela Aged em setembro.

Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter tiveram propriedades inspecionadas pela Aged em setembro.

Para controlar o aparecimento da praga de maior impacto na cultura da soja, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) iniciou as operações de fiscalização do vazio sanitário da soja, que vai de 15 de setembro a 15 de novembro, nas microrregiões da Baixada Maranhense, Baixo Parnaíba, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Gurupi, Itapecuru Mirim, Lençóis Maranhenses, Litoral Ocidental, Médio Mearim, Pindaré, Presidente Dutra e Rosário.

Nome que se dá ao período em que é proibida a plantação de soja, o vazio sanitário tem o objetivo de interromper o ciclo de vida do fungo que causa a ferrugem asiática. Devido à extensão do Maranhão, existem dois períodos de vazio sanitário no estado, uma vez que a disseminação da doença também está relacionada com as condições climáticas.

“A fiscalização no período do vazio sanitário tem como finalidade constatar a ausência do cultivo de plantas vivas de soja, bem como efetuar o monitoramento de áreas que cultivam de forma irrigada outras culturas”, explica o agrônomo da Aged Francisco Rodrigues da Silva.

Na Unidade Regional Caxias da Aged, três operações já foram realizadas para verificar o cumprimento da medida, nos dias 15, 22 e 27 de setembro, nos municípios de Afonso Cunha, Caxias e São João do Sóter. “Os produtores de soja estão satisfeitos com a prática, que comprovadamente vem diminuindo a incidência de casos da ferrugem asiática e os custos de produção”, destaca Francisco.

Além da inspeção de áreas dedicadas à sojicultura, os fiscais da Aged também estão atentos às culturas irrigadas, como a do feijão, que podem ser hospedeiras secundárias do fungo da ferrugem asiática. “No caso do feijão, ele poderá ser cultivado no período desde que o produtor peça autorização da Aged pelo menos 30 dias antes da semeadura”, recomenda o agrônomo.

Impacto

A preocupação com a disseminação do fungo se deve às enormes perdas que pode causar. Segundo dados da Embrapa, na safra 2001/02, durante a qual se estima que mais de 60% da área de soja do Brasil foi atingida, houve perda de 112.000 t ou US$24,70 milhões. Desde 2007, o controle da doença é feita por meio do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que inclui a iniciativa pública e privada.

Aged visita Área Livre de Praga da fruticultura no Rio Grande do Norte e Ceará

Durante a feira, as agrônomas da Aged participaram de uma visita técnica à maior produtores de melões e melancias do Brasil.

Durante a feira, as agrônomas da Aged participaram de uma visita técnica à maior produtores de melões e melancias do Brasil.

Para manter-se atualizada quanto às técnicas e ações de defesa sanitária na fruticultura tropical, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) enviou Fiscais Agropecuários para participar, de 21 a 23 de setembro, da Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit) 2016, em Mossoró (RN).

Principal evento ligado à fruticultura tropical no país, a Expofruit é realizada anualmente pelo Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), com a participação de expositores nacionais e internacionais. Com o objetivo de apoiar o setor agrícola potiguar e viabilizar a comercialização da produção, a feira chega a gerar negócios na ordem dos US$ 18 milhões.

Além da mostra de frutas produzidas em todo o estado, o evento ainda conta com programação científica, incluindo palestras, oficinas, minicursos e visitas técnicas. Dentre as palestras, as Fiscais da Aged conferiram a apresentação do status fitossanitário no Rio Grande do Norte e no Ceará de Área Livre da Praga Anastrepha grandis, presente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, que ataca a fruticultura e pode gerar prejuízos diretos em torno de US$ 120 milhões por ano.

“Foi fundamental conhecer o trabalho de controle fitossanitário realizado pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte e pela Agência de Defesa Agropecuária do Ceará que viabiliza o reconhecimento oficial da Área Livre de Praga na Região, a ALP, condição essencial para que as exportações de frutas se tornem possíveis”, ressaltou a responsável pelo setor de Pragas Quarentenárias, Andréa S. Rodrigues.

Durante a feira, foi realizada uma visita técnica à maior produtora de melões e melancias do Brasil e uma das maiores do mundo, a Agrícola Famosa, onde está implantado o Sistema ALP. As Fiscais também conheceram o Escritório Local da Adagri e a Barreirra Zoofitossanitária no Município de Aracati, fronteira entre RN/CE.

“Atualmente, realizamos o monitoramento de uma outra espécie de mosca das frutas restrita ao estado do Amapá, a mosca da carambola. Mas, como Fiscais Agropecuárias, estamos nos preparando a partir da análise do trabalho realizado nesses estados, para também atuar no controle e combate da Anastrepha grandis, explicou a responsável pelo Setor de Controle Processual e Destinação Final de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, Edmara Cardoso.

Outubro

De 16 a 21 de outubro, os olhos estarão voltados para o potencial produtivo do Maranhão devido à realização, em São Luís, da 24ª edição do Congresso Brasileiro de Fruticultura por iniciativa da Sociedade Brasileira de Fruticultura, em parceria com o Governo do Estado. Com o tema “Fruteiras nativas e sustentabilidade”, o evento será realizado no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana.

São esperados 1.200 participantes de vários estados, entre pesquisadores, produtores, empresários e representantes de empresas públicas e privadas ligados ao setor, que movimentarão a comunidade acadêmica, a economia e o turismo do estado.

Microrregiões do Alto Mearim, Balsas, Grajaú, Imperatriz e Porto Franco se preparam para fim do vazio sanitário da soja

Agrônomo da Aged, Eugênio Pires, realiza levantamento fitossanitário durante fiscalização do vazio sanitário da soja no sul do Maranhão.

Agrônomo da Aged, Eugênio Pires, realiza levantamento fitossanitário durante fiscalização do vazio sanitário da soja no sul do Maranhão.

Iniciado em 1º de agosto, o primeiro período de vazio sanitário da soja no Maranhão se encerra no dia 30 de setembro. A partir da data, os sojicultores das microrregiões de Alto Mearim, Balsas, Grajaú, Imperatriz e Porto Franco estão autorizados a iniciar o plantio de soja da safra 2016/2017.

Empregado para prevenir o aparecimento de ferrugem asiática, a principal doença da cultura da soja, o vazio sanitário é um período que pode variar de 60 a 90 dias em que é proibida a plantação da oleaginosa e em que plantas guaxas ou tigueras (que germinam a partir de grãos desperdiçados na colheita) devem ser eliminadas pelos produtores.

“Esse período entre as safras tem o objetivo de quebrar o ciclo de vida do fungo que causa a doença. Juntamente com a aplicação preventiva de fungicidas pelos produtores, temos conseguido evitar que a ferrugem se espalhe na lavoura de soja”, explica o agrônomo e chefe da Unidade Regional Balsas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Eugênio Pires.

No Maranhão, a Aged é o órgão responsável pela fiscalização do vazio sanitário da soja. De 13 a 16, 26 propriedades rurais, totalizando 131.309 mil hectares, foram fiscalizadas em Alto Parnaíba e Tasso Fragoso, em uma ação conjunta das Unidades Regionais Balsas e São João dos Patos. “As fiscalizações do vazio deste ano foram um sucesso, com 197.309 mil hectares fiscalizados. Identificamos, nessa segunda etapa, que o maior problema encontrado pelos produtores rurais das Serras da Bacaba, do Medonho e do Penitente foram ataques de lagartas, de mosca branca e percevejo”, avalia Eugênio.

Resultados

De acordo com dados da Aged, a ferrugem asiática foi introduzida na região de Balsas na safra de 2006/2007, quando foram registrados 172 focos da doença. “Após a adoção do vazio sanitário da soja, instituído pela Portaria Nº. 638 em 19 de agosto de 2011, esses focos caíram para sete por safra e, hoje, a ferrugem está bem controlada pelos produtores”, revela o agrônomo. Nas fiscalizações realizadas em 59 propriedades situadas nas Unidades Regionais Balsas e São João dos Patos, de agosto até 16 de setembro, não houve registro de infração.

O segundo vazio sanitário da cultura da soja no Maranhão ocorre de 15 de setembro a 15 de novembro, nas microrregiões da Baixada Maranhense, Baixo Parnaíba, Caxias, Chapadinha, Codó, Coelho Neto, Gurupi, Itapecuru Mirim, Lençóis Maranhenses, Litoral Ocidental, Médio Mearim, Pindaré, Presidente Dutra e Rosário.

Primeiro período de vazio sanitário da soja é iniciado no Maranhão

O agrônomo da Aged, Eugênio Pires, foi um dos responsáveis pelas fiscalizações do vazio sanitário na região Gerais de Balsas.

O agrônomo da Aged, Eugênio Pires, foi um dos responsáveis pelas fiscalizações do vazio sanitário na região Gerais de Balsas.

O período oficial de vazio sanitário para a cultura da soja no Maranhão se iniciou dia 1º de agosto e segue até 30 de setembro, na região conhecida como Gerais de Balsas, no sul do estado. Durante os dois meses, está proibido o cultivo de plantas de soja e o agricultor precisa destruir ainda as chamadas plantas guaxas ou tigüeras, aquelas que germinam voluntariamente a partir de grãos desperdiçados na colheita ou no transporte da safra. De 08 a 12, mais de 30 propriedades foram fiscalizadas pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) com o objetivo de garantir a efetividade da medida.

O vazio sanitário da soja visa impedir a disseminação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, na safra do próximo ano. Como o fungo precisa do hospedeiro vivo para obter seu alimento, ao se eliminar toda planta viva de soja, quebra-se também o seu ciclo de vida. “A ferrugem asiática é uma doença de grande impacto econômico visto que, além da soja, pode se desenvolver em outros hospedeiros, como feijão, atingindo, assim, tanto o grande quanto o pequeno produtor, podendo causar perdas de até 100% da produção de grãos, com evidentes prejuízos socioeconômicos”, alertou o coordenador de Defesa Vegetal da Aged, Hamilton Cruz.

Até agora, já foram fiscalizadas 33 propriedades nos municípios de Balsas, Riachão, Loreto, Sambaíba, Fortaleza dos Nogueiras e São Raimundo das Mangabeiras, totalizando 66 mil hectares. “Acreditamos que a maioria dos produtores percebe a importância do vazio sanitário da soja e percebe também que, com o nosso trabalho de educação, orientação e conscientização estamos contribuindo para o sucesso e produtividade de suas lavouras”, defendeu o chefe da Unidade Regional Balsas da Aged, Eugênio Pires.

Conforme relatou o agrônomo, foi possível identificar que o maior problema, durante o vazio sanitário vegetal nas Regionais Balsas e São João dos Patos, são as plantas voluntárias. De acordo com a legislação maranhense, a eliminação imediata dessas plantas é de responsabilidade do produtor, arrendatário ou ocupante a qualquer título de propriedade agrícola, que explore a cultura da soja no estado.

Atualmente, o estado possui dois períodos de vazio sanitário da soja. Além do período atual, que engloba a Gerais de Balsas, o vazio vai de 15 de setembro a 15 de novembro na região de Chapadinha. No Brasil, 11 estados mais o Distrito Federal adotam o período sem plantas.

Brasília

De 11 a 12 de agosto, a Diretor de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior, participou de um seminário nacional, organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visando debater o emprego do vazio sanitário, o desenvolvimento de políticas públicas e os compromissos do setor produtivo contra essa ameaça.

“Durante a apresentação de resultados, o Maranhão foi elogiado por termos dois períodos de vazio sanitário, o que aumenta significativamente a prevenção da ferrugem asiática no campo. Sem sombra de dúvida, a viabilidade do cultivo de soja no estado tem uma estreita relação com a adoção dessa medida fitossanitária”, revelou Roberval.

Fiscalização de pragas beneficia cultura do Abacaxi em Turiaçu

Agrônomo da Aged durante levantamento fitossanitário no povoado da Serra dos Pais, em Turiaçu.

Agrônomo da Aged durante levantamento fitossanitário no povoado da Serra dos Pais, em Turiaçu.

Segundo dados da Diretoria de Defesa e Inspeção Vegetal, de 2002 a 2015, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), com o apoio do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou 92 levantamentos fitossanitários de detecção de pragas para identificar a presença do fungo Fusarium subglutinans nas propriedades rurais produtoras do abacaxi de Turiaçu.

A região, cujo abacaxi pode ser elevado às categorias de Bem Cultural do Maranhão e de Bem Imaterial do Brasil após a aprovação Projeto de Lei nº 240/2014, conta com 80 propriedades produtoras, que representam 100 hectares de área cultivada. “A cultura do abacaxi vem recebendo atenção especial da Aged, especialmente em Turiaçu, pela possibilidade do reconhecimento da variedade como nativa da região e para assegurar a sanidade da cultura, mantendo-a livre de pragas e doenças”, destaca o diretor de Defesa e Inspeção Vegetal, Roberval Raposo.

Nos levantamentos fitossanitários sistemáticos que realiza, a Agência está atenta à detecção da fusariose na cultura do abacaxi. Esta doença, que provoca podridão nos frutos, infecta as mudas e pode causar perdas superiores a 80% da produção, é a mais importante da cultura do abacaxi no Brasil, encontrada em quase todas as regiões produtoras do país, incluindo o Maranhão.

Em 2011, a Aged interditou uma propriedade, em Turiaçu, que estava com o plantio de abacaxi pérola infectado pelo fungo. No entanto, a praga não se ampliou às lavouras do célebre abacaxi de Turiaçu. “Durante as fiscalizações, temos concluído que a fusariose ainda não causa prejuízos significativos às lavouras de Turiaçu, onde é cultivada uma variedade nativa diferenciada das demais existentes no mercado. Mas é preciso estar atento e continuar realizando a fiscalização”, explicou o Coordenador de Defesa Vegetal, Hamilton Cruz.

Mais produção

Além de contar com a defesa vegetal da Aged, o abacaxi de Turiaçu é uma das cadeias produtivas incentivadas pelo governo estadual, através do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento (Sepab), coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima). Pelo programa Mais Produção, foi realizada uma chamada pública de agricultores familiares e foram adquiridos um trator, equipamentos e implementos agrícolas para beneficiar a produção do município.

Maranhão expande exportação de bananas para outros estados

Primeira Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) emitida para as bananas da propriedade com SMR.

Primeira Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) emitida para as bananas da propriedade com SMR.

Após três anos sem permissão para exportar bananas para estados com status sanitário livre de sigatoka negra, o retorno do Maranhão ao comércio interestadual foi marcado pelo envio de 12 toneladas da fruta para Teresina, na sexta-feira (24). A emissão da primeira Permissão de Trânsito Vegetal (PTV) para os produtos do Sítio Barreiras se deu após a inclusão da propriedade, pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), no Sistema de Mitigação de Risco para a praga Sigatoka Negra (SMRSN).

Com a inclusão no SMR, a propriedade rural situada no Itinga planeja realizar despachos semanais de mais de 10 toneladas de bananas para o Piauí e Ceará, inicialmente. O Sítio Barreiras também pretende expandir sua área de cultura de aproximadamente 140 hectares para 900, empregando a mão-de-obra do povoado Cajuapara. “A fruticultura do estado vem sendo fortalecida por iniciativas em produção e defesa agropecuária  e, com trabalhos como esse, estamos, gradativamente, reduzindo as importações de itens importantes da alimentação dos maranhenses e buscando produzir excedentes para exportar cada vez mais”, ressaltou o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser.

A cadeia produtiva da hortifruticultura é uma das dez cadeias prioritárias do Governo do Maranhão e está sendo trabalhado no Agropolo da Ilha, no Delta do Parnaíba, com o caju, e em Turiaçu, com o abacaxi, por meio do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento.

Na Ilha de São Luís, por exemplo, itens como mamão, carambola, banana e acerola já são fornecidos pelas Unidades de Referência de Produção (URPs) a três redes de supermercados maranhenses. O sucesso do projeto piloto dos agropolos levou a Sagrima a implantar em junho o Agropolo do Rio Balsas.

Controle da Sigatoka Negra

De acordo com o diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior, a sigatoka negra é a mais severa das doenças da cultura da banana e representa um grande perigo para o cultivo da fruta em várias regiões do mundo. No Brasil, ela é caracterizada como praga quarentenária presente (A2), isto é, praga de importância econômica potencial, presente no país, porém não amplamente distribuída e sob controle oficial. “As principais formas de controle oficial acontecem através de normativas federais e estaduais que regulam o trânsito de frutos e mudas, principais veículos de disseminação, bem como os tratos culturais dentro do plantio”, explica o fiscal agropecuário Luís Roberto Lima.

Para ser incluída no Sistema de Mitigação de Risco, o Sítio Barreiras, teve que adotar diferentes medidas de manejo de risco de pragas para atingir o nível apropriado de segurança fitossanitária e evitar a disseminação desse fungo por meio de mudas contaminadas, folhas infectadas ou, até mesmo, caixas de madeira ou de plástico, roupas e sapatos infestados. “A região é caracterizada pelo cultivo florestal, como o cultivo do eucalipto, e pelo cultivo de grãos. Esse é o primeiro projeto de fruticultura irrigada na Regional, além de ser a primeira propriedade a solicitar e se enquadrar no SMRSN”, destaca o fiscal agropecuário Josué Álvares Neto.

Operações de fiscalização do uso e armazenamento de agrotóxicos identificam químicos vencidos em Parnarama

Os fiscais também fizeram levantamento fitossanitário para detecção de pragas nas propriedades.

Os fiscais também fizeram levantamento fitossanitário para detecção de pragas nas propriedades.

Como parte da intensificação da fiscalização do uso do inseticida Benzoato de Emamectina no estado, a Unidade Regional Caxias da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) inspecionou o uso e armazenamento de agrotóxicos, bem como realizou o levantamento fitossanitário em propriedades rurais no município de Parnarama, na quarta-feira (15).

A operação, que fiscalizou as dependências da Fazenda Patos e Fazenda Corrente, tinha como principal objetivo observar o uso do inseticida Benzoato de Emamectina, cujo uso é liberado apenas após autorização da Aged. “Esta fiscalização está sendo realizada da mesma forma do que já foi feito em outros municípios que integram a Unidade Regional Caxias. Nossa equipe está cada vez mais presente e em estado de alerta para coibir o uso indevido desse produto”, ressaltou o fiscal agropecuário Francisco Rodrigues da Silva.

Após inspecionar os depósitos de agrotóxicos, a validade dos produtos, o cadastro e registro desses na Agência e no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além das condições de armazenamento e destinação das embalagens vazias, a equipe técnica de Caxias interditou um estoque de 235 litros e 51,5 kg de outros tipos de agrotóxicos, que estavam vencidos.

Força tarefa

Na mesma semana em que a Aged realizou a operação em Parnarama. As equipes de São Luís, Balsas, Viana e São João dos Patos fiscalizaram 27 propriedades em nove municípios maranhenses. “Esse trabalho é uma força tarefa em busca de Benzoato ilegal em propriedades rurais das regiões produtoras de grãos”, esclarece o diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior.