Retrospectiva: Maranhão aumentou a vigilância sanitária de doenças animais em 2016

Segundo a Aged, o aumento das fiscalizações teve impacto na obtenção de índices vacinais positivos para febre aftosa, brucelose e raiva.

Segundo a Aged, o aumento das fiscalizações teve impacto na obtenção de índices vacinais positivos para febre aftosa, brucelose e raiva.

Além da manutenção do status sanitário de área livre de aftosa, em 2016, o Maranhão conseguiu intensificar sua defesa sanitária animal e garantir mais saúde para os animais de produção e para a população. De acordo com dados da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA), só no ano passado foram realizadas 45.135 fiscalizações para a prevenção da febre aftosa e 62.721 para prevenção de outras doenças animais. Os números representam um incremento de, respectivamente, 146% e 28% nas metas previstas.

“Ano passado, o governo estadual teve que fazer alguns ajustes e tivemos um corte de 30% nos nossos recursos. Com isso, tivemos que readequar o nosso planejamento e, com as mudanças e o esforço dos nossos funcionários, conseguimos atingir nossas metas em mais de 100%, especialmente as metas de fiscalizações em propriedades que permitiram a obtenção de índices expressivos nas coberturas vacinais”, comentou o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.

Os resultados também foram positivos na fiscalização do trânsito de animal, seus produtos e subprodutos. Como fruto da vigilância nas 07 barreiras zoofitosanitárias do estado, nas blitzen e volantes, foram inspecionados 60.742 veículos e 10.250 movimentações animais para outros estados, num total de 344.532 bovídeos.

“Em 2017, pretendemos aumentar o número dessas fiscalizações, pois entendemos que assim podemos não só coibir o trânsito clandestino de animais, mas também o trânsito de alimentos e produtos de origem animal e a evasão de divisas. Estamos trabalhando em parceria com a Sefaz, para impedir o trânsito inadequado sem Guia de Trânsito Animal e Nota Fiscal”, explicou a Diretora de Defesa e Inspeção Animal, Viviane Correa.

Controle de doenças

Em 2016, a Aged também registrou a vacinação de 238 mil bezerras de 03 a 08 meses de idade contra brucelose. Com o número, o estado alcançou a cobertura de 70% preconizada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Para o controle da raiva dos herbívoros, foram contabilizadas 30 capturas de morcegos hematófagos, 25 ações de busca de agressões por morcegos e 2.617.036 vacinações.

Na avicultura, área em que a Aged tem investido na educação sanitária de produtores a partir de um convênio com o Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop), realizaram-se monitoramentos de granjas cadastradas e de sítios de aves migratórias para controle da influenza aviária.

“Temos o plano de ampliar nossa ação no programa de controle e erradicação da brucelose e tuberculose, aumentando a cobertura vacinal das bezerras, bem como de intensificar os cadastramentos de propriedades com suínos, animais aquáticos e abelhas”, declarou Viviane.

Ministério da Agricultura audita defesa sanitária animal do Maranhão

O primeiro dia de auditoria aconteceu na segunda-feira (05),  na sede da Aged, em São Luís.

O primeiro dia de auditoria aconteceu na segunda-feira (05), na sede da Aged, em São Luís.

Com o objetivo de avaliar a qualidade dos serviços veterinários estaduais, de 05 a 09 de dezembro, o Mistério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza auditória técnica, no âmbito da saúde animal, na Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA). A supervisão acontece em São Luís e em outros cinco municípios maranhenses.

“Estamos aqui para ver como o trabalho está sendo feito e para trazer um olhar de fora. Com isso, poderemos auxiliar no que precisa ser melhorado e tomar conhecimento dos trabalhos que têm funcionado bem no Maranhão”, explicou a auditora fiscal federal Cecilia Paula Dezan, durante uma rápida apresentação das ações da defesa animal da Aged, no auditório da agência, na segunda-feira (05).

De acordo com o Ministério, a auditoria será direcionada para avaliar as competências definidas como fundamentais pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), bem como para avaliar as ações do Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS) no Maranhão, especialmente aquelas voltadas para o controle da peste suína clássica.

“No caso do Maranhão, nós contamos com o PNSS, temos uma portaria estadual especificamente sobre sanidade suídea e constituímos o comitê de sanidade suídea do estado. Então, estamos fazendo um trabalho de intensificação dos cadastros e da vigilância epidemiológica, além de estarmos seguindo todas as instruções do Mapa. Já temos 50 granjas comerciais e um rebanho de 380 mil de suínos, o que mostra que temos condições de avançar. Com essa auditoria, eles vão analisar a situação para que possamos aprimorar nosso trabalho e vir a alcançar o status de área livre de peste suína clássica”, declarou o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

Interior

A partir da terça-feira (06), os auditores federais agropecuários Abel Ricieri Guareschi Neto, Bethyzabel dos Anjos Santos Araújo e Cecilia Paula Dezan, acompanhados do representante da Superintendência Federal de Agricultura do Maranhão (SFA/MA) Roberto Carlos Arruda, fiscalizam as Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav) de Santa Inês, Bacabal, Barra do Corda e de Imperatriz, além do Escritório de Atendimento à Comunidade (EAC) de Peritoró.

Captura de morcegos em São Domingos marca Dia Mundial Contra a Raiva

Nas expedições da Aged, os morcegos capturados são tratados com pasta anticoagulante.

Nas expedições da Aged, os morcegos capturados são tratados com pasta anticoagulante.

Além de promover ações de educação sanitária em escolas, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) realiza, desde terça-feira (27), uma expedição de captura de morcegos hematófagos, principais transmissores da raiva dos herbívoros, em São Domingos do Maranhão. A ação faz parte da programação da Agência para marcar o Dia Mundial Contra a Raiva, comemorado no dia 28 de setembro.

Considerada uma das zoonoses (doenças dos animais que podem ser transmitidas ao homem) mais importantes para a saúde pública, a raiva é uma doença letal que também tem elevado custo econômico para a pecuária. No Maranhão, só nos últimos dois anos, foram registrados casos de raiva dos herbívoros em Cidelândia, Açailândia, Bom Jardim, Turiaçu, Jenipapo dos Vieiras, Santa Luzia, Sítio Novo, São Domingos do Maranhão, Caxias e Presidente Dutra.

“Desde 2002, com a instituição do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), os serviços veterinários oficiais do Brasil têm o objetivo de baixar a prevalência da raiva na população de herbívoros domésticos por meio da vacinação, do controle de transmissores e de ações educativas”, esclarece a responsável pelo programa na Aged, Sonivalde Santana.

Após a confirmação de um caso de raiva em um bovino, no fim de agosto, em São Domingos, a Aged organizou uma expedição de captura de morcegos hematófagos com a finalidade de diminuir o risco de transmissão da doença. O objetivo da ação é coletar o maior número de animais e tratá-los com pasta anticoagulante. “Como eles têm o hábito de se lamber, em poucos dias, um dos morcegos que capturamos pode matar de 15 a 20 outros”, explica a veterinária.

O Dia Mundial Contra a Raiva é uma iniciativa da Aliança Mundial de Luta contra a Raiva (Alliance for Rabies Control – ARC), entidade não-governamental que promove ações de prevenção e esclarecimento em países onde a raiva ainda é um problema da saúde pública. Mais de 120 países se mobilizam neste dia para conscientizar a população quanto ao impacto da raiva humana e animal, sobre quão fácil é preveni-la e sobre como eliminar as principais fontes mundiais da doença.

Além da captura de morcegos, a Aged também atua promovendo a vacinação anual de bovinos e bubalinos em todo o estado.

“Ser médico veterinário é reconhecer que sua profissão está envolvida com a sobrevivência da Sociedade”, defende campanha.

inspeçao

Os veterinários da Inspeção Sanitária Animal da Aged são responsáveis por fiscalizar a produção e a qualidade de produtos de origem animal.

Famoso pela assistência clínica aos animais, no dia 09 de setembro, se comemora o Dia do Médico Veterinário em todo o Brasil. No entanto, a amplitude da atuação deste profissional vai muito além do atendimento a cães e gatos e abarca funções essenciais para a garantia da Saúde Única, que integra animal, ser humano e meio ambiente.

Para conscientizar a população brasileira do papel desempenhado pelos médicos veterinários, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) criou uma campanha, com depoimentos de profissionais e estudantes, que será veiculada, durante todo o mês, para explicar o trabalho do profissional em diferentes áreas, como apicultura, aquicultura, instalação animal, animais selvagens e segurança dos alimentos.

“O curso de Medicina Veterinária vai muito além do estudo dos animais, ele se dedica à produção de vacinas, à inspeção de alimentos, à conservação de espécies através do estudo genético, à vigilância sanitária. O médico veterinário é também responsável pelo controle de medicamentos na área animal e por estudos e pesquisas para tratamento e erradicação de doenças causadas por animais, como dengue, doença de chagas, raiva, e muitas outas. Até nos detalhes que não vemos, o médico veterinário está presente”, defende o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/MA), Lauro Queiroz.

O presidente da Aged, Sebastião Anchieta, conta que quando ingressou no curso de Medicina Veterinária deseja se tornar clínico e cirurgião de bovinos e equinos. “Eu comecei a minha carreira fazendo isso, mas, logo entrei na iniciativa pública e, com 24 anos, me tornei o coordenador de produção animal do estado. No setor público, nós conseguimos montar a defesa e a inspeção de produtos e subprodutos de origem animal no estado, e, hoje, nós temos o resultado com o crescimento da pecuária, das indústrias e dos frigoríficos”, conta.

Ainda que o desempenho de tarefas de defesa agropecuária esteja sendo cada vez mais reconhecido nacional e internacionalmente – como se pode observar pela abertura do mercado norte-americano para a carne brasileira in natura depois da comprovação da equivalência sanitária – esta área ainda é pouco explorada na formação universitária do médico veterinário. “Antigamente, os cursos não tinham nada sobre o assunto na grade curricular, mas, hoje, a Uema já conta com um curso de mestrado profissional em Defesa Sanitária Animal, por exemplo, que tem permitido atualizar os conhecimentos dos nossos profissionais”, explica Sebastião.

Trabalho de campo

O médico veterinário que atua como fiscal agropecuário deve ser um profissional dinâmico e ter domínio do conhecimento em diversas áreas. Uma de suas principais tarefas é a vigilância sanitária, ou seja, observação cotidiana de ocorrências de enfermidades. Caso alguma doença seja identificada, ele notifica imediatamente os órgãos responsáveis, como a Aged e o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de tomar as providências necessárias para que a enfermidade não se propague.

A rotina do fiscal agropecuário inclui visita às propriedades, trabalho nos Postos Fixos de Fiscalização, realização de blitz, controle de todas as vacinações dos animais, coleta de material para diagnóstico, inspeção dentro de matadouros e laticínios e outras atividades para garantir a saúde dos animais e da população na área pela qual ele é responsável.

Serviço                                       

O quê: Palestras alusivas ao Dia do Médico Veterinário.

Onde: Auditório do Complexo das Comunicações da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão.

Quando: 21 de setembro, das 14h às 18h.

Ministério da Agricultura alerta apicultores sobre nova praga

Colmeia infestada por Aethina tumida (Fonte: Jessica Lawrence/Eurofins Agroscience Services/Bugwood.org - CC BY 3.0 US).

Fonte: Jessica Lawrence/Eurofins Agroscience Services/Bugwood.org

Conforme nota técnica enviada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o setor de epidemiologia dos órgãos de defesa animal de todo o Brasil, em documento assinado em 14 de julho, foram confirmados oito focos de infestação de colmeias da abelha Apis mellifera pelo pequeno besouro Aethina tumida, em três municípios de São Paulo.

Enquanto tenta estimar a extensão do problema e os danos às colmeias de abelhas africanizadas, que constituem a base da apicultura brasileira e nascem do cruzamento da Abelha-Africana com raças europeias, o Mapa defende que “é necessário alertar toda a comunidade apícola sobre a necessidade de notificação imediata da suspeita da ocorrência da Aethina tumida, em qualquer tipo de colmeia e proceder a investigação epidemiológica na região para caracterizar o impacto desta praga”.

O besouro que acomete as colmeias de abelhas, na fase larval, se alimenta dos ovos, ninhadas, mel e pólen, destruindo os favos e a estrutura da colmeia e causando grande impacto na produção. Além disso, a nova praga também torna o mel impróprio para consumo, devido à fermentação que ocorre após o contato com as larvas.

“A fêmea adulta pode viver pelo menos seis meses e, em condições propícias, por milhares de ovos. O besouro pode viver na natureza e sobreviver até duas semanas sem comer, e voar até 13 quilômetros de distância de seu ninho, sendo capaz de se dispersar rapidamente e invadir novas colmeias”, diz o documento.

No Maranhão, de acordo com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), não houve nenhuma notificação de suspeita de infestação. “Em maio, participamos do I Curso de Sanidade Apícola de São Paulo, no qual estudamos formas de prevenção e diagnóstico da infestação desse besouro. Agora, é preciso que o produtor esteja alerta e notifique a Aged imediatamente em caso de qualquer suspeita”, explica o responsável técnico pelo Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSA) na Agência, Clenilson Júnior.

Na nota técnica Nº 3/2016, o Mapa ainda adverte que a movimentação de colmeias, favos de mel e outros produtos apícolas é a forma mais comum de transmissão da infestação a outras colônias.

Serviço

Para receber denúncias e relatos de suspeitas de doenças de notificação obrigatória, o Maranhão possui um número para contato sem nenhuma taxa de cobrança, conhecido como Disque Aged: 0800 280 6006.

Maranhão conquista o maior índice vacinal contra febre aftosa do Nordeste

Resultado Vacinação Aftosa NordesteDe acordo com os dados divulgados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no último dia 29, o Maranhão teve o melhor resultado do Nordeste na vacinação contra febre aftosa do 1º semestre de 2016. Com a vacinação de 98,46% do rebanho bovino e bubalino envolvido na campanha, o estado também ficou entre os 10 melhores índices do Brasil.

“Acreditamos e estamos trabalhando com o Mapa para, dentro de pouco tempo, ficarmos livre de aftosa sem vacinação. Esse trabalho exemplar que está sendo feito pela Aged tem sido fundamental, não só na defesa animal como na vegetal. É a vida do ser humano que está em jogo, não só para abrir mercados, mas para garantir a saúde da população”, observou o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser.

O resultado do Maranhão não é alto apenas na porcentagem, maior em quase 2% que o segundo colocado, Alagoas, com 96,83% de cobertura vacinal. A porcentagem alcançada corresponde à imunização de 7.513.765 bovinos e bubalinos. No Nordeste, o número é inferior apenas ao da Bahia, que vacinou 9.704.344 animais ou 93,84% do rebanho envolvido na campanha.

“Temos o segundo maior rebanho bovino e bubalino do Nordeste. Nosso público-alvo é diverso e engloba tanto grandes quanto pequenos produtores. Conquistamos um resultado tão satisfatório devido à conscientização do criador maranhense e à atuação de nossos veterinários e técnicos agropecuários, com a ajuda de vários parceiros, em todos os 217 municípios do estado”, destaca o presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Sebastião Anchieta.

Além de comemorar o resultado da I Etapa da campanha de vacinação de 2016, que pela terceira vez consecutiva foi acima de 98%, a Aged também comemora 15 anos sem nenhuma ocorrência de febre aftosa no Maranhão. “Com essa segurança sanitária, estamos garantindo a comercialização de produtos e subprodutos do setor agropecuário maranhense no Brasil e em outros países, além de estar atraindo novos investimentos”, defendeu Sebastião.

Veterinários da Aged inspecionam condições sanitárias de revendas de aves

O médico veterinário, Karlos Yuri Pedrosa, foi o responsável pelo recadastramento de 3 estabelecimentos em Balsas.

O médico veterinário, Karlos Yuri Pedrosa, foi o responsável pelo recadastramento de 3 estabelecimentos em Balsas.

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) iniciou, nesta semana, as ações de vistoria e recadastramento de estabelecimentos de revenda de aves vivas em todo o estado. Na Unidade Regional Balsas, três estabelecimentos foram inspecionados e cadastrados pelos médicos veterinários da Agência, no dia 25, a fim de garantir o controle sanitário das aves que chegam às revendas e de verificar se estas têm a estrutura adequada para manter os animais.

Segundo revela a responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) da Aged, Daniela Póvoas, o recadastramento faz parte das ações de rotina previstas no programa. Este ano, o diferencial é que ele também servirá para a atualização dos dados referentes à avicultura no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec). Pelo programa será possível acompanhar, em tempo real, a entrada, a origem e o trânsito de aves no estado.

“Nosso objetivo é ter disponível as informações sanitárias de todas as cadeias produtivas. No caso da avicultura, precisamos estar em dia com a tecnologia porque ela cresce cada dia mais, não só no Maranhão, mas no Brasil. Hoje, o Brasil é o maior exportador de frango, então, temos de estar cada vez mais preparados para conduzir essa cadeia, com a qual se pode oferecer proteína para todas as classes sociais”, destaca o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

Após a divulgação, em abril deste ano, pelo governo estadual, do Plano de Industrialização da Avicultura, a Aged, a Associação de Avicultores do Maranhão (Avima) e as secretarias de Indústria e Comércio (Seinc) e Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) assinaram termos de compromisso para fortalecer a fiscalização e a defesa agropecuária no setor.

Alerta aos proprietários

Durante o recadastramento das revendas de aves vivas, os médicos veterinários da Aged orientam os proprietários quanto às exigências sanitárias e a necessidade de apresentar cópias da Guia de Trânsito Animal (GTA) da chegada de aves até 72h após o recebimento dos animais. “Estamos alertando os donos dessas revendas sobre os possíveis agravos sanitários que podem acontecer caso um estabelecimento tenha uma mortalidade de aves maior que 10%. Em um caso desses, a Aged inicia uma investigação epidemiológica e realiza exames para saber o que está acontecendo, enquanto o estabelecimento fica em quarentena”, explica Daniela Póvoas.

Aged inicia busca por criadores que não vacinaram seu rebanho contra aftosa

Na Regional Balsas, a busca pelos inadimplentes começou por Riachão e Feira Nova do Maranhão.

Na Regional Balsas, a busca pelos inadimplentes começou por Riachão e Feira Nova do Maranhão.

Após o levantamento da lista de produtores inadimplentes no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec) e a convocação dos mesmos aos escritórios da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), fiscais agropecuários da agência iniciaram, neste mês, a busca e vacinação assistida dos 117.211 bovinos e bubalinos que não foram imunizados contra febre aftosa entre 1º de maio e 10 de junho.

“Encerrando a campanha de vacinação, a Aged sai a campo para buscar os criadores que não vacinaram no período certo. Esses criadores que não vacinaram são os que chamamos de inadimplentes. Eles têm que prestar contas para que nós evitemos qualquer problema sanitário”, adverte o presidente da Agência, Sebastião Anchieta.

De 27 de junho a 08 de julho, a Unidade Regional Balsas, que alcançou uma cobertura vacinal de 99,26%, iniciou as visitas aos 26 e 55 criadores de bovinos ou bubalinos inadimplentes em Riachão e Feira Nova do Maranhão, respectivamente. Como resultado, quase 390 bovinos e 50 bubalinos foram recuperados. “Foi feito um planejamento de buscar os criadores que possuem maior rebanho inadimplente. No próximo mês, vamos focar nos criadores inadimplentes de Feira Nova do Maranhão, onde possuímos mais dificuldade de deslocamento”, conta o fiscal agropecuário Edwaldo Marques Junior.

Segundo o planejamento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) no Maranhão, até 30 de setembro, 100% do rebanho maranhense deverá está protegido da doença. “Outras ações devem ser feitas em conjunto para recuperar os inadimplentes e solidificar as informações de conscientização destes. Queremos trabalhar em conjunto com os agentes comunitários de saúde, para que todos se sensibilizem quanto à importância da vacinação contra a febre aftosa, e intensificar as ações de educação sanitária para conscientização do criador maranhense”, explica o responsável pelo PNEFA na Aged, Adriano Moura.

Primeira etapa

De acordo com os dados divulgados pela Aged, na I Etapa da Campanha de Vacinação contra febre aftosa deste ano, o Maranhão alcançou o índice vacinal de 98,46% e manteve seu status de zona livre com vacinação. A próxima etapa acontece em novembro.

Aged participa da 48ª Expoimp com educação sanitária e fiscalização

O teatro de bonecos é interpretado por fiscais agropecuários e técnicos da Aged para estudantes de escolas da zona rural.

O teatro de bonecos é interpretado por fiscais agropecuários e técnicos da Aged para estudantes de escolas da zona rural.

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) iniciaram sua programação educativa na 48ª edição da Exposição Agropecuária de Imperatriz (Expoimp) nesta segunda-feira (04). Até sábado, crianças, produtores e comunidade local poderão conferir as apresentações do teatro de boneco da Agência e participar de palestras de orientação técnica sobre sanidade animal e vegetal.

Na tarde de quinta-feira, a Aged apresenta a palestra “Aquicultura com sanidade”, e, na sexta, fiscais agropecuários da Agência explicam o “Passo a passo para o registro de agroindústrias familiares” e falam sobre o “Uso correto e seguro de defensivos agrícolas e a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos”, no Espaço de Todos Nós, do Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva. “Hoje, a Expoimp é um dos maiores eventos da agropecuária do Maranhão e nós temos que dar todas as condições para que os participantes possam aproveitar e, ao mesmo tempo, se capacitar”, defendeu o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

No sábado, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) da Agência faz uma apresentação voltada para os criadores de gado leiteiro, no auditório principal da exposição. “A brucelose e a tuberculose, dentro desse contexto da produção de leite, são de extrema importância, porque são doenças de grande impacto econômico, além de perigosas para a saúde pública” explica a chefe do Programa, Adriana Prazeres. A palestra faz parte da programação da Sagrima dedicada à cadeia produtiva do leite, que incluirá a apresentação das ações previstas e em andamento pelo Programa Mais Produção na Região Tocantina e do Médio Mearim.

Além disso, a Agência também ocupa o “Espaço de Todos Nós”, nas manhãs de segunda a sexta, com programação infantil e distribuição de brindes. Na ocasião, é encenada uma peça sobre a febre aftosa no teatro de bonecos e são oferecidas aulas de educação sanitária para as escolas públicas locais.

Fiscalizações

Além das palestras, a Aged fiscaliza todos os animais que participam da exposição. “Nosso trabalho se inicia bem antes do evento oficial, pois todo o parque é vistoriado e desinfetado para que todos os ambientes estejam aptos para os animais”, explica a chefe da Unidade Regional Imperatriz, Fernanda Rolim. As fiscalizações, que consistem em exame clínico e verificação de documentação obrigatória para cada espécie animal, foram iniciadas no dia 30 de junho e se estendem até 12 de julho.

“Valorizamos o serviço da Aged, pois, além de colaborar com a sanidade dentro da Expoimp, ele garante que os animais que estão sendo comercializados são altamente valiosos pelo ponto de vista zootécnico e sanitário”, reconhece o presidente do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), responsável pela exposição, Renato José Nogueira.

Confira a programação completa:

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Fiscais agropecuários do Amapá recebem treinamento da Aged

Kamilla Vidigal (à esquerda) e Aymoré Fernandes (de azul) com representantes da Defesa Agropecuária do Amapá.

Kamilla Vidigal (à esquerda) e Aymoré Fernandes (de azul) com representantes da Defesa Agropecuária do Amapá.

Dois representantes da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) viajaram ao Amapá para oferecer treinamento de supervisão interna aos técnicos da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), de 16 a 20 de maio. O intercâmbio técnico aconteceu após a indicação do serviço veterinário estadual da Aged pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em agosto de 2015, a Agência realizou um treinamento semelhante com a equipe técnica da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr), também a convite do Mapa. “A realização de supervisões nos escritórios de atendimento constitui uma forma eficaz de monitorar, avaliar e padronizar as ações administrativas, técnicas e operacionais do sistema de defesa agropecuária”, comentou a responsável pelo setor de supervisão técnica em defesa agropecuária, Kamilla Figueiredo Vidigal, que participou do intercâmbio juntamente com o coordenador de Defesa Agropecuária, Aymoré Fernandes.

De acordo com Kamilla, na última auditoria do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), no Amapá, foram encontradas deficiências nas realizações das supervisões internas pela equipe da Unidade Central da Diagro. “Este treinamento foi uma forma de capacitar os técnicos da Diagro a realizarem periodicamente as supervisões de modo eficiente e programado”, explicou.

Durante os cinco dias de intercâmbio técnico, foram repassadas orientações sobre abordagem nas supervisões e análises de dados, bem como sobre ações e procedimentos estratégicos para melhorar o controle e adequar as atividades realizadas em campo. “Esta capacitação é mais um apoio que a SFA/AP, através da Coordenação de Febre Aftosa em Brasília, vem dando à Diagro para que seus técnicos sejam capacitados, desenvolvendo ações para avançar no atual status para febre aftosa no Amapá”, defendeu o chefe do Serviço de Saúde, Inspeção e Fiscalização Animal da Superintendência Federal de Agricultura do Amapá (SFA/AP), Adriano Benicio Valadares.