Fiscalização da Aged apreende agrotóxicos vencidos e clandestinos em Balsas e Fortaleza dos Nogueiras

Produtos ilegais com fabricação clandestina foram apreendidos em Fortaleza dos Nogueiras, durante fiscalização da Aged.

Produtos ilegais com fabricação clandestina foram apreendidos em Fortaleza dos Nogueiras, durante fiscalização da Aged.

Como parte das ações do governo estadual para impedir a contaminação do meio ambiente e o comprometimento da saúde de produtores e animais, a Unidade Regional Balsas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA) interditou 6.800 litros de agrotóxicos vencidos e 326 litros de defensivos agrícolas não registrados, durante fiscalização de revendas de agrotóxicos, iniciada na segunda-feira (23), nos municípios de Balsas e Fortaleza dos Nogueiras.

Durante o primeiro dia da operação de fiscalização, que se estende até sexta-feira (27), a Aged/MA interditou 6.800 litros de agrotóxicos fora da data de validade, em uma revenda de Balsas, e notificou os fabricantes para o recolhimento e destinação correta dos produtos, no prazo estabelecido pela legislação.

“O principal propósito da interdição é evitar que esse produto possa ser vendido inadvertidamente ou que venha a sofrer avarias no depósito, contaminando o meio ambiente e as pessoas. Mas a presença de produtos vencidos na revenda não gera penalidade administrativa para a empresa.”, explica o agrônomo da Aged/MA, Diego Amaral.

Na mesma operação, no município de Fortaleza dos Nogueiras, os fiscais da Aged/MA emitiram multa de R$ 25.536,00 para uma empresa que estava comercializando defensivos agrícolas sem registro na Agência. No local, foram interditados 326 litros de agrotóxicos e a revenda também foi penalizada pelo armazenamento inadequado e venda fracionada dos produtos, prática ilegal segundo a lei estadual.

Ainda em Fortaleza dos Nogueiras, a fiscalização encontrou, em outro estabelecimento, dezenas de frascos de produtos ilegais, tais como veneno para rato e moscas, fabricados de forma clandestina. “Esses produtos trazem muitos riscos à saúde das pessoas. São produtos altamente tóxicos, na maioria das vezes, acondicionados em frascos parecidos com o de medicamentos, podendo causar acidentes fatais”, adverte Diego Amaral.

De acordo com a Aged/MA, esta ação faz parte atividades do órgão para garantir o cumprimento da legislação estadual que rege os agrotóxicos. Em 2016, foram registradas 872 fiscalizações semelhantes em estabelecimentos comerciais nas 18 Unidades Regionais da Agência.

Mais de 500 mil kg de embalagens de agrotóxicos já receberam destino adequado no sul do Maranhão

Durante a fiscalização em Balsas, os agrônomos da Aged acompanharam o processo de organização das embalagens.

Durante a fiscalização em Balsas, os agrônomos da Aged acompanharam o processo de organização das embalagens.

Muito se fala sobre os efeitos de agrotóxicos em alimentos, mas pouco se discute o destino das embalagens vazias destes produtos. No Maranhão, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) desenvolve ações para que a destinação desses resíduos seja feita sem danos ao meio ambiente. Como as fiscalizações semanais realizadas pelos agrônomos Eugênio Pires e Diego Sampaio na Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Produtos Fitossanitários de Balsas.

Na última operação para inspeção da Central de Balsas, que atende a região do sul do Maranhão e parte do Piauí e Tocantins, na quarta-feira (21), os agrônomos da Aged confirmaram a retirada de 510.191,80 kg de embalagens vazias e resíduos de agrotóxicos para destinação final ambientalmente adequada de janeiro a abril deste ano. Destas, mais de 80 mil kg eram de plástico misto, considerado contaminado (não lavável).

“A retirada desse material, de forma bem direta, significa dar um destino correto, via reciclagem ou incineração, a um material que possui um altíssimo poder de contaminação ambiental, relacionada com contaminação do solo, subsolo, dos lençóis freáticos, e de intoxicação de seres vivos”, defende o diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior.

De acordo com legislação brasileira (Lei no. 9.974/2000), a indústria fabricante de defensivos agrícolas é responsável por promover a coleta e a destinação final das embalagens às recicladoras ou incineradoras. Isso acontece depois que o agricultor cumpre o seu papel de devolver a embalagem em uma Central ou Posto de Recebimento.

“Nós, do poder público somos, responsáveis por fiscalizar o funcionamento do sistema de destinação final das embalagens vazias de produtos fitossanitários, além de apoiar os agricultores e conscientizá-los quanto às suas responsabilidades dentro do processo”, esclarece o chefe da Unidade Regional Balsas da Aged, Eugênio Pires.

Recebimento Itinerante

Atualmente, existem mais de 400 unidades de recebimento de embalagens vazias de produtos fitossanitários no Brasil, mas apenas quatro destas estão localizadas no Maranhão: duas Centrais de Recebimento em funcionamento, em Balsas e Imperatriz; uma Central aguardando licenciamento ambiental, em situadas no Alto Parnaíba, e um Posto de Recebimento em Anapurus.

“Estas unidades não atendem a demanda que existe, atualmente, no estado. Mas duas outras estão em fase inicial de criação. Então, conseguindo implantar mais essas duas unidades e conseguindo organizar todos os elos que participam do Recebimento Itinerante, vamos ter a demanda bem atendida”, avalia Roberval Raposo Júnior.

O Recebimento Itinerante é um sistema, criado pelo Instituto Nacional de Recebimento de Embalagens Vazias (inpEV), em que se escolhe um dia para que agricultores de povoados distantes possam reunir suas embalagens vazias e, diversos órgãos parceiros, se responsabilizam pelo transporte até uma unidade de recebimento. Em Balsas, o próximo Dia D de Recebimento acontece no povoado Rio Coco, na terça-feira (27).

Criadores e autoridades participam de comemoração dos 15 anos sem aftosa em Balsas

Nesta quarta-feira, 81 pessoas se reuniram no auditório da 4ª BPM de Balsas para comemorar 15 anos sem aftosa no Maranhão.

Nesta quarta-feira, 81 pessoas se reuniram no auditório da 4ª BPM de Balsas para comemorar 15 anos sem aftosa no Maranhão.

Para marcar os 15 anos sem casos de febre aftosa no Maranhão, a Unidade Regional Balsas da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) reuniu 81 produtores, empresários do setor agropecuário, lideranças locais e crianças em uma solenidade comemorativa, na manhã da quarta-feira (31), no auditório do 4º BPM de Balsas.

Na ocasião, o chefe da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal de Balsas, Karlos Yuri Fernandes, apresentou uma palestra sobre o “Controle da Febre Aftosa no Maranhão”, demostrando os avanços conquistados na defesa agropecuária e os impactos econômicos positivos que o reconhecimento internacional do status sanitário trouxe para o estado.

“A integração, cada dia maior, entre a sociedade e a Aged, demonstra que estão confiando no papel que desempenhamos de blindar o patrimônio agropecuário e de garantir a oferta de produtos seguros e de qualidade para a população maranhense”, destacou o veterinário.

Durante a palestra, Karlos Yuri explicou que os maiores impactos da doença são econômicos. “Qualquer fragilidade sanitária, especialmente se nossos produtores deixarem de vacinar seu rebanho, pode permitir que a doença ressurja e trazer prejuízos a toda cadeia produtiva da agropecuária, num raio de até 25 km, além de descreditar a produção de todo o estado”, alertou.

O evento, que contou com a participação de representantes da Secretaria de Educação, da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), do Corpo de Bombeiros e do Banco do Nordeste (BNB), reuniu criadores satisfeitos com a data.

“Ela é resultado do trabalho dos órgãos públicos e dos criadores. Hoje temos preços melhores e credibilidade. Estou contente e projetando novos investimentos. Estamos no caminho certo”, declarou o sócio-diretor do grupo Bonine, Gilmar Jose Bonine, que cria cerca de 500 cabeças de gado nos municípios de Balsas, Loreto e Sambaíba e exporta lotes de novilhas para outros estados.

Primeiro período de vazio sanitário da soja é iniciado no Maranhão

O agrônomo da Aged, Eugênio Pires, foi um dos responsáveis pelas fiscalizações do vazio sanitário na região Gerais de Balsas.

O agrônomo da Aged, Eugênio Pires, foi um dos responsáveis pelas fiscalizações do vazio sanitário na região Gerais de Balsas.

O período oficial de vazio sanitário para a cultura da soja no Maranhão se iniciou dia 1º de agosto e segue até 30 de setembro, na região conhecida como Gerais de Balsas, no sul do estado. Durante os dois meses, está proibido o cultivo de plantas de soja e o agricultor precisa destruir ainda as chamadas plantas guaxas ou tigüeras, aquelas que germinam voluntariamente a partir de grãos desperdiçados na colheita ou no transporte da safra. De 08 a 12, mais de 30 propriedades foram fiscalizadas pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) com o objetivo de garantir a efetividade da medida.

O vazio sanitário da soja visa impedir a disseminação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, na safra do próximo ano. Como o fungo precisa do hospedeiro vivo para obter seu alimento, ao se eliminar toda planta viva de soja, quebra-se também o seu ciclo de vida. “A ferrugem asiática é uma doença de grande impacto econômico visto que, além da soja, pode se desenvolver em outros hospedeiros, como feijão, atingindo, assim, tanto o grande quanto o pequeno produtor, podendo causar perdas de até 100% da produção de grãos, com evidentes prejuízos socioeconômicos”, alertou o coordenador de Defesa Vegetal da Aged, Hamilton Cruz.

Até agora, já foram fiscalizadas 33 propriedades nos municípios de Balsas, Riachão, Loreto, Sambaíba, Fortaleza dos Nogueiras e São Raimundo das Mangabeiras, totalizando 66 mil hectares. “Acreditamos que a maioria dos produtores percebe a importância do vazio sanitário da soja e percebe também que, com o nosso trabalho de educação, orientação e conscientização estamos contribuindo para o sucesso e produtividade de suas lavouras”, defendeu o chefe da Unidade Regional Balsas da Aged, Eugênio Pires.

Conforme relatou o agrônomo, foi possível identificar que o maior problema, durante o vazio sanitário vegetal nas Regionais Balsas e São João dos Patos, são as plantas voluntárias. De acordo com a legislação maranhense, a eliminação imediata dessas plantas é de responsabilidade do produtor, arrendatário ou ocupante a qualquer título de propriedade agrícola, que explore a cultura da soja no estado.

Atualmente, o estado possui dois períodos de vazio sanitário da soja. Além do período atual, que engloba a Gerais de Balsas, o vazio vai de 15 de setembro a 15 de novembro na região de Chapadinha. No Brasil, 11 estados mais o Distrito Federal adotam o período sem plantas.

Brasília

De 11 a 12 de agosto, a Diretor de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior, participou de um seminário nacional, organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visando debater o emprego do vazio sanitário, o desenvolvimento de políticas públicas e os compromissos do setor produtivo contra essa ameaça.

“Durante a apresentação de resultados, o Maranhão foi elogiado por termos dois períodos de vazio sanitário, o que aumenta significativamente a prevenção da ferrugem asiática no campo. Sem sombra de dúvida, a viabilidade do cultivo de soja no estado tem uma estreita relação com a adoção dessa medida fitossanitária”, revelou Roberval.

Riachão recebe curso para capacitação de vacinadores contra brucelose

Participantes da capacitação oferecida pelas veterinárias do PNCEBT do Maranhão, Adriana Prazeres e Ana Cláudia Costa.

Participantes da capacitação oferecida pelas veterinárias do PNCEBT do Maranhão, Adriana Prazeres e Ana Cláudia Costa.

Com um rebanho de mais de 100 mil bovinos e bubalinos, voltado especialmente para a exploração leiteira, o município de Riachão recebeu, nos dias 09 e 10, um curso para capacitação de vacinadores contra brucelose por meio de uma parceria entre a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) e a Secretaria de Agricultura do município.

“O curso foi realizado em virtude de uma solicitação. da Secretaria de Agricultura de Riachão, que indicava a ausência de vacinadores na região e a necessidade de se conscientizar os produtores que vendiam leite para laticínios da região”, explica a responsável pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) na Aged, Adriana Prazeres.

Enfermidade diagnosticada mundialmente, a Brucelose acomete diversas espécies de animais e também pode ser transmitida ao ser humano. Considerada uma doença da esfera reprodutiva, que ocasiona abortamento, nascimento de crias fracas e infertilidade, ela causa sérios prejuízos socioeconômicos à população e interfere diretamente na produção leiteira.

Ao fim dos dois dias de treinamento, 24 pessoas foram capacitadas para atuar como auxiliares de veterinários cadastrados no PNCEBT e realizar a vacinação contra a doença. Como consequência do curso, ainda, 38 bezerras, entre 3 a 8 meses, foram vacinadas. “Esperamos que, após a realização do curso, os envolvidos possam contribuir com o aumento do índice vacinal no estado do Maranhão, com a redução da prevalência desta enfermidade nos animais e da incidência em humanos”, defendeu Adriana.

Veterinários da Aged inspecionam condições sanitárias de revendas de aves

O médico veterinário, Karlos Yuri Pedrosa, foi o responsável pelo recadastramento de 3 estabelecimentos em Balsas.

O médico veterinário, Karlos Yuri Pedrosa, foi o responsável pelo recadastramento de 3 estabelecimentos em Balsas.

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) iniciou, nesta semana, as ações de vistoria e recadastramento de estabelecimentos de revenda de aves vivas em todo o estado. Na Unidade Regional Balsas, três estabelecimentos foram inspecionados e cadastrados pelos médicos veterinários da Agência, no dia 25, a fim de garantir o controle sanitário das aves que chegam às revendas e de verificar se estas têm a estrutura adequada para manter os animais.

Segundo revela a responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) da Aged, Daniela Póvoas, o recadastramento faz parte das ações de rotina previstas no programa. Este ano, o diferencial é que ele também servirá para a atualização dos dados referentes à avicultura no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec). Pelo programa será possível acompanhar, em tempo real, a entrada, a origem e o trânsito de aves no estado.

“Nosso objetivo é ter disponível as informações sanitárias de todas as cadeias produtivas. No caso da avicultura, precisamos estar em dia com a tecnologia porque ela cresce cada dia mais, não só no Maranhão, mas no Brasil. Hoje, o Brasil é o maior exportador de frango, então, temos de estar cada vez mais preparados para conduzir essa cadeia, com a qual se pode oferecer proteína para todas as classes sociais”, destaca o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

Após a divulgação, em abril deste ano, pelo governo estadual, do Plano de Industrialização da Avicultura, a Aged, a Associação de Avicultores do Maranhão (Avima) e as secretarias de Indústria e Comércio (Seinc) e Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) assinaram termos de compromisso para fortalecer a fiscalização e a defesa agropecuária no setor.

Alerta aos proprietários

Durante o recadastramento das revendas de aves vivas, os médicos veterinários da Aged orientam os proprietários quanto às exigências sanitárias e a necessidade de apresentar cópias da Guia de Trânsito Animal (GTA) da chegada de aves até 72h após o recebimento dos animais. “Estamos alertando os donos dessas revendas sobre os possíveis agravos sanitários que podem acontecer caso um estabelecimento tenha uma mortalidade de aves maior que 10%. Em um caso desses, a Aged inicia uma investigação epidemiológica e realiza exames para saber o que está acontecendo, enquanto o estabelecimento fica em quarentena”, explica Daniela Póvoas.

Aged promove educação sanitária em Curso de Horticultura

WhatsApp-Image-20160714 (4)A convite da Associação de Preparação da Criança e do Adolescente para a Vida (Precavi), a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), por meio da Unidade Regional Balsas, participou de um encontro com 77 alunos do projeto “Sementes Transformando Vidas”, na quinta-feira (14), no Centro Cultural de Educação Sócio Profissional Miguel Dell’Acqua de Fortaleza dos Nogueiras, para falar sobre defensivos agrícolas.

Por meio de uma parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza dos Nogueiras e financiamento pela fundação Banco do Brasil, a Associação Precavi desenvolveu um curso de Horticultura para que adolescentes em vulnerabilidade social possam produzir uma horta, melhorando a alimentação da família e incrementando a renda através da comercialização do excedente.

O curso, que é coordenado por dois engenheiros agrônomos e dois técnicos agrícolas, recebeu o apoio dos fiscais agropecuários da Aged na capacitação dos alunos quanto ao uso correto e seguro de agrotóxicos e a destinação das embalagens vazias. “Como a maioria das crianças é filho de agricultor e trabalha na horta comunitária do curso, eles responderam muito bem a todas as questões que nós fizemos após a palestra”, elogiou o chefe da Regional Balsas, Eugênio Pires.

Além da palestra, os fiscais aproveitaram o encontro para conhecer o espaço, interagir com as crianças e sortear brindes.

Agrobalsas 2016: Confira as ações da Aged durante o evento

Primeiro dia da Oficina para Registro de Agroindústrias Familiares.

Primeiro dia da Oficina para Registro de Agroindústrias Familiares.

Nesta terça-feira (21), se inicia a programação da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) na 14ªAgrobalsas, que acontece de 20 a 24 de junho, na Fazenda Sol Nascente. Com palestras, oficinas e brincadeiras principalmente voltadas para a Educação Sanitária, a Agência busca conscientizar crianças, produtores rurais e sociedade civil.

De 21 a 23, o fiscal agropecuário Humberto de Campos, da Unidade Regional Codó, ministra uma Oficina para Registro de Agroindústrias Familiares, voltada para os técnicos de assistência técnica e extensão rural (Ater). A formação desenvolvida pela Coordenação de Inspeção Animal da Aged foi concebido, juntamente com o Manual de orientação para o registro da agroindústria familiar, pequeno porte e artesanal, para facilitar o entendimento das legislações e informar, de forma simplificada, o que é necessário para a obtenção de registro do Serviço de Inspeção Municipal, Estadual ou Federal.

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Escolas da zona rural de Balsas participam do jogo Semeando Conhecimento, de 21 a 23.

Também de 21 a 23, a Coordenação de Educação Sanitária e Comunicação da Aged conduz o projeto Semeando Conhecimento. Durante os três dias, 215 alunos de 9 escolas da zona rural de Balsas devem participar de uma gincana, em um grande tabuleiro, onde seus conhecimentos sobre a área vegetal serão testados. Antes da brincadeira, os fiscais agropecuários da Agência visitaram as escolas, oferecendo a palestra “Educação no campo: uso adequado de agrotóxicos” para alunos de 4ª a 5ª série.

“O uso de forma indiscriminada ou incorreta dos agrotóxicos é uma realidade da zona rural e as crianças convivem com essa prática, sendo, portanto, um agente formador da opinião dos pais e a principal porta para a formação de um adulto consciente”, defende a coordenadora de Educação Sanitária, Viramy Almeida.

No dia 24, além da apresentação da palestra “Educação no campo: uso adequado de agrotóxicos”, pelo fiscal agropecuário Diego Amaral, na sede da Fapcen, também haverá a premiação dos trabalhos de redação e desenho de alunos de 4 a 5 anos, pelo Programa de Educação Ambiental Campo Limpo, em uma parceria com a Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas de Balsas (Ariab) e a Secretaria de Educação.

Ao fim, as escolas vencedoras serão premiadas com um computador completo, quatro tablets, quatro bicicletas, material escolar, 350 brinquedos doados pelos funcionários da Agência e outras arrecadações.

Benzoato de Emamectina na mira: fiscalização percorre mais de 25 propriedades em nove municípios

Os fiscais agropecuários de Balsas, São João dos Patos, Viana e São Luís inspecionaram 27 propriedades rurais.

Os fiscais agropecuários de Balsas, São João dos Patos, Viana e São Luís inspecionaram 27 propriedades rurais.

Com o objetivo de verificar o uso de agrotóxicos no estado, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) fiscalizou propriedades rurais em 9 municípios maranhenses, entre os dias 13 e 17. Durante as operações, que visavam, principalmente, inspecionar o uso do inseticida Benzoato de Emamectina, seis fazendas foram autuadas, totalizando aproximadamente R$ 30 mil reais em multas, por armazenamento e destinação inadequada de embalagens vazias de agrotóxicos.

Desde 2014, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou estado de emergência fitossanitária, relativo ao risco de surto da praga Helicoverpa Armigera, no Maranhão. Em virtude disso, a Portaria Nº 232/2015 autoriza o uso temporário do Benzoato de Emamectina, um inseticida que não tem registro no Brasil, para a contenção da praga. No entanto, a aplicação só pode ser realizada com a autorização da Aged.

Também é competência da Agência, fiscalizar o estoque do produto em depósitos, sua comercialização e a destinação adequada das embalagens utilizadas. “Definimos como prioridade de nossas ações em relação aos agrotóxicos a fiscalização do Benzoato, tendo em vista a excepcionalidade de sua aplicação em situação de emergência fitossanitária. Isso é feito devido aos riscos que esse produto representa para o meio ambiente e para a saúde da população”, explica o diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior.

Nas ações nos municípios de Nova Iorque, Passagem França, São João dos Patos, Colinas, Mirador, Sucupira do Norte, Jatobá, São Domingos do Azeitão e Pastos Bons, foram encontrados 142 kg do inseticida em uma propriedade rural, mas o produtor possuía a documentação necessária e o produto era homologado Agência. “Esse trabalho é uma força tarefa em busca de Benzoato ilegal em propriedades rurais das regiões produtoras de grãos”, complementa Roberval.

Uso de agrotóxicos

Durante a semana, fiscais agropecuários da sede da Agência, bem como das Unidades Regionais Balsas, São João dos Patos e Viana, conduziram ações em 27 propriedades rurais, identificando diversos problemas relacionados ao uso, estocagem e destinação de embalagens vazias de agrotóxicos. “Encontramos armazenamento inadequado de todas as formas, mas essa foi a primeira vez que encontramos agrotóxicos até em um freezer”, comenta o chefe da Regional Balsas, Eugênio Pires.

Das seis propriedades autuadas, duas foram penalizadas pelo armazenamento de embalagens vazias em desacordo com as orientações do fabricante. “Isso acontece quando as embalagens são jogadas no pátio da fazenda, a céu aberto, sem tríplice lavagem e perfuração do fundo”, explica Eugênio. Quatro outras propriedades foram autuadas por não praticarem o armazenamento exclusivo dos defensivos agrícolas, separados de qualquer outro equipamento, em local coberto e protegido.

Período para vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa chega à reta final

Unidade Regional de Balsas realizando vacinação assistida.

Fiscal da Unidade Regional de Balsas durante vacinação assistida.

O período para compra e aplicação das vacinas da I Etapa da Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa no estado se encerra nessa sexta (10), mas os produtores têm até o dia 20 para comprovar que seus animais estão protegidos. A comprovação é feita no escritório da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) em que a propriedade do criador está cadastrada, com a apresentação da folha de comprovação da vacinação e a nota fiscal de compra da vacina.

De acordo com dados colhidos no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), onde são cadastradas as comprovações, cerca de 60% do rebanho maranhense havia sido vacinado até o dia 08. Segundo a Diretoria de Defesa e Inspeção Animal da Aged, como os dados se referem somente às vacinas já comprovadas, os dados estão dentro da normalidade, uma vez que muitos criadores deixam para comprovar na reta final e que alguns municípios maranhenses apresentam dificuldade de acesso à internet, inviabilizando a atualização do sistema em tempo real.

“Estamos confiantes de que vamos alcançar a meta estipulada pelo Ministério da Agricultura e, quem sabe, de que possamos até ultrapassar o índice registrado na campanha passada. Mas, para tanto, precisamos que os criadores façam a sua parte e não deixem para comprovar nos últimos dias para evitar a formação de fila nos escritórios, bem como a sobrecarga do nosso sistema”, declarou a diretora de Defesa e Inspeção Animal, Viviane Correia.

Ainda de acordo com os dados da Aged, aproximadamente 70% do rebanho cadastrado na Unidade Regional Balsas já teve sua vacinação comprovada, representando mais de 420 mil bovinos e bubalinos. No ano anterior, a mesma regional alcançou os índices de 98,37% e 99,02% nas duas etapas da campanha.

Mesmo com os pastos secos, o fiscal agropecuário da Regional Balsas Karlos Yuri Pedrosa revela que os produtores da região se anteciparam. “Acreditamos que é reflexo já da própria conscientização do criador. Sentimos isso desde o início da campanha. Estamos acostumados com um início parado, mas os produtores se preocuparam em comprar as vacinas e comprovar mais cedo. Além disso, também contamos com o apoio da mídia e intensificamos a divulgação para estreitar esse elo”, explica.

Criadores Inadimplentes

A vacinação de bovinos e bubalinos no Maranhão é obrigatória e necessária para que os animais possam ser transportados. No entanto, também é imprescindível que o produtor esteja atento às datas da campanha para não ficar em débito.

Para estar adimplente, o criador deve comprar a vacina e vacinar até 10 de junho. Além de comprovar até 20 de junho. Aqueles que só comprarem a vacina ou que não comprarem nem vacinarem até dia 10, ou, ainda, que não comprovarem até o dia 20, serão considerados inadimplentes e estarão sujeitos a sanções.