Semana mundial de conscientização sobre o uso de antimicrobianos

Resistência aos Antimicrobianos

Por  www.gov.br/agricultura (26/11/2020, 11h22min)

A resistência aos antimicrobianos é um dos maiores desafios para a saúde pública, com importante impacto na saúde humana e dos animais. O tema é tratado no contexto mundial em diversos fóruns, como na Organização Mundial da Saúde (OMS), na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), na Comissão do Codex Alimentarius e na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), respeitando-se a abordagem de “Saúde Única”, trabalhando em conjunto a saúde humana, animal e ambiental.

Há muitos anos é dado um grande destaque à questão do uso de agentes antimicrobianos em animais e seus impactos na saúde humana, em especial quanto à possibilidade de transferência da resistência aos humanos. É reconhecido que a resistência aos antimicrobianos é resultado de um sistema complexo de fatores interconectados e que não é entendido como os fatores individuais contribuem exatamente para esta resistência.
Atualmente utiliza-se o conceito de “Saúde Única” como abordagem para o tema e portanto são preconizadas ações de forma integrada e multissetorial para o enfrentamento da resistência.
Os desafios em relação ao tema do uso racional de antimicrobianos são no sentido de efetivamente implementar as diretrizes da Organização de Saúde Animal – OIE, como por exemplo: aumentar a supervisão veterinária para o uso; usar antimicrobianos somente quando necessário; respeitar a dosagem prescrita, a duração do tratamento e o período de retirada;
adquirir antimicrobianos de fontes e distribuidores autorizados; usar antimicrobianos somente associados a boas práticas de saúde animal, de higiene e vacinação.
Destacam-se também as recomendações da Tripartite, formada pela Organização Mundial de Saúde – OMS, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO e OIE sobre a descontinuidade do uso de antimicrobianos de importância médica para a melhoria de desempenho e sobre as restrições para o uso de fluorquinolonas, cefalosporinas de 3ª e 4ª
geração e colistina, devendo ser limitados para uso terapêutico como uma segunda escolha, baseado em resultados de testes bacteriológicos, evitando-se o uso off-label dos mesmos.
O Brasil tem trabalhado fortemente nesse tema, atendendo à abordagem de Saúde Única e alinhado às recomendações da Tripartite no Plano de Ação Global sobre Resistência aos Antimicrobianos, porque esse é um tema de relevância global, sendo considerada uma ameaça à efetividade do tratamento de diversas infecções. Ela ocorre em todas as partes do mundo e
impacta na saúde humana e animal, envolvendo muitos setores e afetando também a economia global, pela redução da produtividade e aumento nos custos dos tratamentos.
Em dezembro de 2018 o Brasil, atendendo aos compromissos assumidos internacionalmente, encaminhou à OMS o Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos – PAN-BR, em consonância com a abordagem de Saúde Única. Nele estão contempladas todas as intervenções e atividades previstas no Plano de Ação Nacional para
Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos, no âmbito da Agropecuária, o PANBR AGRO, lançado pelo MAPA em maio de 2018.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) 

Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Assista ao Webinar, Semana mundial de conscientização sobre o uso de antimicrobianos: