Sagrima e AGED firmam parcerias para intensificar a vacinação contra febre aftosa nos municípios

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) lançam, na quinta-feira (10), em Imperatriz, na Região Tocantina, a 2º etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa no estado em solenidade no Parque de Exposições, em Imperatriz. Para atingir a meta de repetir ou superar o índice recorde de vacinação contra a doença – 96,59%, maior registrado nos últimos 10 anos -, alcançado na primeira etapa, realizada nos meses de maio a junho, o Governo do Estado planeja intensificar as parcerias com entidades rurais e criadores de gado bovino e bubalino nos próximos dias.

 

 

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) lançam, na quinta-feira (10), em Imperatriz, na Região Tocantina, a 2º etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa no estado em solenidade no Parque de Exposições, em Imperatriz. Para atingir a meta de repetir ou superar o índice recorde de vacinação contra a doença – 96,59%, maior registrado nos últimos 10 anos -, alcançado na primeira etapa, realizada nos meses de maio a junho, o Governo do Estado planeja intensificar as parcerias com entidades rurais e criadores de gado bovino e bubalino nos próximos dias.

 

“Para esta segunda etapa ganhamos o reforço do convênio firmado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no valor de R$ 6,5 milhões, que estão sendo investidos na renovação e recuperação da frota de veículos da Aged, além da reestruturação física dos escritórios da agência no interior do estado, o que nos dará mais agilidade nas ações da campanha”, ressaltou o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Cláudio Azevedo. Além do Mapa, a Sagrima e a Aged estão reforçando as parcerias com a Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepec), Polícia Rodoviária Federal, Federação da Agricultura do Estado do Maranhão (Faema), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e sindicatos e outras entidades rurais regionais.

 

O Fundepec, por exemplo, disponibilizou um investimento de até R$ 30 mil, que serão utilizados para contratação de pessoal e investimento nas campanhas educacionais de conscientização junto aos municípios. Já o Senar promoverá cursos de formação de vacinadores para atuarem em campo. A Faema está custeando as despesas com as vacinas a serem usadas nos rebanhos localizados nas áreas indígenas e quilombolas do estado, onde a Aged realiza a vacinação assistida.

 

Segundo o presidente da Associação de Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), Marco Tulio Dominici, a classificação para zona livre da febre aftosa é de primordial importância para impulsionar o Maranhão na abertura de grandes mercados mundiais. “Os criadores são os principais interessados em erradicar a febre aftosa. Com isso abriremos novos mercados no exterior, tanto na Europa como no Oriente Médio, trazendo grandes investimentos para o estado. Além disso, essa nova classificação agregará valor à nossa carne gerando mais empregos. A zona livre da febre aftosa é a grande luta da pecuária maranhense’’, enfatizou o presidente da Ascem.

 

Campanha


fp01Nessa segunda etapa, o Mapa alterou o período tradicional de vacinação, que em todo o país é de 1º a 30 de novembro. Apenas os estados do Maranhão, Piauí e Pernambuco obedecerão um calendário diferenciado, que vai de 14 de novembro a 14 de dezembro.

 

O novo calendário atende à necessidade de levantamento soroepidemiológico do rebanho dos estados, que são candidatos à elevarem a classificação sanitária de médio risco para zona livre de febre aftosa com vacinação, e com reconhecimento nacional já no primeiro semestre de 2012. “A sorologia é um estudo realizado para obter a classificação de zona livre da febre aftosa junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, explicou o diretor da Aged, Fernando Lima.

 

O Maranhão concentra 65% do rebanho total dos três estados, respondendo como o 2º maior rebanho bovino do Nordeste e 3º rebanho bubalino do país, cenário que torna o desafio local muito maior.

 

“O conselho regional está mobilizando os veterinários cadastrados para conscientizarem os criadores sobre a importância da vacinação. O Maranhão livre da aftosa aumenta a produção de carne, amplia o número de frigoríficos instalados e em operação, aumentando também a demanda por veterinários e zootecnistas. Assim, todo o agronegócio se desenvolve”, ressaltou o presidente do CRMV e do Fundepec, Oswaldo Serra.

 

Além do reforço, a Aged mobilizou centenas de servidores para atuarem nas atividades relacionadas à campanha, especialmente nas barreiras zoosanitárias e nos municípios que registraram os menores índices de vacinação durante a primeira etapa da campanha. É o caso de Tutóia, Humberto de Campos e outros municípios localizados na Região da Baixada Maranhense, que enfrentaram grande volume de chuvas no primeiro semestre deste ano. “Nesses municípios intensificaremos as ações de mobilização dos criadores para aumentar, ainda, mais o índice de cobertura. Mas os criadores maranhenses já estão familiarizados com a campanha, que já entrou no ar nas principais emissoras de rádio do estado”, destacou Fernando Lima.

 

Rebanhos de bovinos e bubalinos no Bloco Nordestino que buscam a zona livre de febre aftosa com vacinação

 

Maranhão: rebanho de 7,2 milhões de Bovinos e Bubalinos

Pernambuco 2,2 milhões de cabeças bovinas e bubalinas.

Piauí: 1,7 milhão de cabeças de bovinos e bubalinos

O que é a Febre Aftosa:

 

A febre aftosa é uma doença causada por vírus, cujos principais sintomas são o emagrecimento, salivação excessiva e feridas por todo corpo do animal. As capacidades fisiológicas de crescimento e engorda, e de produção de leite, são comprometidas causando um prejuízo econômico aos proprietários das fazendas. Altamente contagiosa, a doença afeta gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos, cervídeos, suínos e outros animais que possuem cascos fendidos.

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Texto: Josimar Melo

Fonte: AGED