Recebimento Itinerante de embalagens de agrotóxicos acontece em Rosário

O Governo do Maranhão, por meio da Sagrima e AGED, em parceria com a Prefeitura de Rosário, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Pesca, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV) e Associação do Comércio Agropecuário do Piauí, (ACAPI) realizaram um mutirão para o recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos utilizados na região.

O recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos foi realizada na sede da própria Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Pesca, desde às 7h30 da manhã e seguiu até às 12h30, reforçando a importância da destinação correta do lixo agrícola, proporcionando segurança ao produtor rural, às famílias e ao meio ambiente.

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De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Pesca, Valter Costa, atualmente, o destino das embalagens de agrotóxicos não tem sido adequada em 100% dos casos. Ele revela que muitos agricultores deixam os recipientes jogados no campo ou, pior, reutilizam para as mais diversas finalidades. “Isso acontece por eles não saberem dos perigos, tanto que alguns utilizam as garrafas para armazenar água potável, o que é um risco para a saúde.” afirmou

O Governo vem apoiando a iniciativa desde 2015, em parceria com as prefeituras, associações e sindicatos de produtores, mobilizando os agricultores a comparecerem às centrais e postos de recebimento de embalagens, localizados nos municípios de Imperatriz, Balsas, Alto Parnaíba e Anapurus e nas ações itinerantes de recebimento.

“O recebimento itinerante é uma ferramenta que foi criada para inserir o pequeno agricultor em todo o processo de destinação ambientalmente correta das embalagens de agrotóxicos, que são agentes contaminadores que podem trazer riscos à saúde deles e do meio ambiente”, explica o presidente da Aged, Sebastião Anchieta.

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Além do recebimento das embalagens, foram realizadas palestras de orientação aos agricultores, ressaltando os riscos que a má utilização dos agrotóxicos causam à saúde humana, os cuidados que devem ser tomados ao manusear esses produtos, a importância da utilização dos equipamentos de proteção, a atuação da aged nessa região, além de um balanço de todas as ações de recolhimento itinerante já realizadas.

Segundo o gestor regional da AGED, Marcelo de Abreu Falcão, hoje ninguém mais produz com objetivo, apenas, de consumo próprio, mas, também, de comercialização. Daí é fundamental que sejam desenvolvidas políticas específicas para a área agrícola e o repasse de informações sobre o descarte das embalagens de agrotóxicos deve ser uma das prioridades. “Isso porque a utilização inadequada destes recipientes é um risco para o próprio solo, devido à possibilidade de contaminação”.