Prevenção a praga que ameaça cultivo da banana em São Luís é tema de oficina na Uema

Programação sobre a Sigatoka Negra, voltada para produtores rurais da Ilha, foi realizada pela Agerp e teve participação da Aged

OFICINA

Foto/Tiago/Agerp

A prevenção a uma praga que pode ameaçar a produção da banana na zona rural de São Luís foi tema de oficina realizada na manhã desta sexta-feira (8), na Fazenda Escola da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Reunindo produtores rurais de comunidades como Laranjeiras, Coquilho, Matinha, Quebra-Pote, o evento foi realizado pela Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) e contou com a participação da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged/MA).

A Sigatoka negra é um tipo de fungo que infecta as folhas das bananeiras, podendo prejudicar o cultivo da fruta. A doença foi identificada no Brasil em 1998, chegou ao Maranhão em 2013, mas ainda não havia chegado a São Luís. As ações de defesa vegetal foram destacadas na palestra ministrada pelo coordenador de Defesa Vegetal da AGED, Roberval Raposo Júnior. “Estamos aqui no intuito de colaboração, no que diz respeito aos aspectos de legislação que incide sobre as ações de combate e controle da praga. Explicamos pra eles o que é o serviço de defesa vegetal, que nós efetivamente temos a competência de tratar e o que foi feito no passado e o que está sendo feito com relação à praga Sigatoka Negra”, destacou

Segundo Rayanne Sena, engenheira agrônoma da Agerd, o objetivo principal da oficina foi transformar os produtores rurais em multiplicadores para que as informações possam chegar a mais pessoas. “É um problema que já está instalado e precisamos ver as medidas de controle. A intenção é que esses produtores rurais que participaram da oficina sejam multiplicadores”, afirmou.

Para o professor de Fruticultura do curso de Agronomia da Uema, José Ribamar Gusmão Araújo, é muito importante que os produtores de banana consigam identificar os sintomas da praga. “Eles precisam aprender a reconhecer os sintomas e as práticas de manejo para controle da doença, o que não é fácil. Uma das estratégias são as variedades resistentes a Sigatoka Negra. Porque as variedades tradicionais de banana, como maçã, prata, pacovan, são todas suscetíveis a Sigatoka Negra, assim como são à Sigatoka Amarela, que é uma forma mais branda da doença. Devido à questão dos custos dos fungicidas e às práticas de manejo, de adubação, de desfolha e etc, o uso de variedades resistentes seria um caminho mais tranquilo pra eles, muito embora muitas dessas variedades ainda não estejam no mercado”, explicou o professor.

Após as palestras, os produtores rurais puderam conhecer algumas das variedades resistentes, cultivadas na Fazenda Escola da Uema. Em média, a produtividade de banana no Maranhão é de 12 toneladas por hectare, enquanto a produtividade brasileira é, em média, de 14 toneladas por hectare. Segundo o professor José Ribamar Gusmão, uma produtividade boa deve ficar entre 20 e 25 toneladas por hectare, quase o dobro da maranhense.

 

Sintomas da Sigatoka Negra:

– Descolorações ou pontuações despigmentadas (menores que 1mm), visíveis na parte inferior da folha;

– Estrias de coloração marrom-clara, com 2 a 3 mm de comprimento;

– Manchas ovais de cor marrom escura na face inferior e negra na face superior da folha;

– Estrias que se alongam e já podem ser visualizadas em ambas as faces da folha;

– Manchas com centro deprimido e de coloração branco acinzentado, que se unem em períodos favoráveis ao desenvolvimento do fungo.

Fonte: Agerp

 

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