Por que a AGED realiza vacinações e fiscalizações em propriedades?

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A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima), esclarece aos criadores do estado para a importância da fiscalização de vacinação durante as etapas da campanha de vacinação contra a febre aftosa realizadas semestralmente.

Esse tipo de vacinação, que ocorre por conta dos proprietários do rebanho e é acompanhada pelos fiscais estaduais e assistentes agropecuários da Aged, por isso, dá-se o nome de “vacinação assistida, fiscalizada ou oficial” de acordo com o termo utilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo as normas do Mapa, a fiscalização de vacinação assistida pode ocorrer com objetivo de orientação, de assistência a comunidades carentes, além do acompanhamento parcial ou total da vacinação o que possibilita ao serviço veterinário oficial (SVO) – no Maranhão representado pela Aged – certificar a aplicação da vacina dos rebanhos existentes em determinadas propriedades rurais, que apresentem uma possível vulnerabilidade quanto à ocorrência da febre aftosa, que seja por movimentarem muito gado (visto ser esta a principal forma de transmissão da enfermidade) ou por localizarem-se próximas à pontos de maior risco tais como lixões, matadouros e/ou recintos de aglomerações de animais.

Os acompanhamentos das vacinações podem ser executados nas propriedades criadores inadimplentes com o SVO, garantindo que o rebanho nestas condições seja imunizado e que todo o patrimônio pecuário estadual permaneça protegido. Durante a vacinação ensina-se ao criador como vacinar o gado, qual a quantidade de gelo para manter a temperatura adequada da vacina, são dadas as noções de higienização dos instrumentos usados durante a vacinação, além do local e forma de aplicação corretos, todas essas orientações visam garantir a imunização dos animais vacinados.

O diretor geral da Aged, Fernando Lima, informou que serão distribuídas para as áreas remanescentes de quilombo e indígenas, um total de 35 mil doses da vacina que foram doadas pelo Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepec), e recursos da Aged. “Essas vacinas são doadas para garantir o índice de vacinação nessas áreas especiais, que possuem a exploração da pecuária de subsistência, para assim, não colocarmos em risco todo processo de vacinação no estado”. explicou, Fernando Lima.

Em depoimento o Médico Veterinário, Ricardo Wagner Martins, ressalta ainda a importância desta modalidade de vacinação para SVO “Ao mesmo tempo que cumprimos as metas estabelecidas pelo MAPA, nos aproximamos do criador que passam a ver a Aged como verdadeiros parceiros. São sensibilizados quanto à importância da prevenção frente a febre aftosa e ainda beneficiam-se pois fazemos o recadastramento e comprovação da vacinação na propriedade sem que o criador enfrente as enormes filas dos nossos escritórios. Mas o melhor de tudo isso, é que a gente faz o que gosta, que é o serviço de campo, e passa as orientações corretas e necessárias, o nosso trabalho ganha mais importância, pois a notícia das vacinações se espalha rápido pelo município e começam a aparecer as denúncias sobre criadores que insistem em não vacinar e consequentemente as cobranças no sentido de coibir tais atitudes”.

 

Vacinação e Comprovação

Além de vacinar, o criador deve comprovar a vacinação em um dos escritórios da Aged, apresentando a nota fiscal da compra da vacina. O prazo para comprovação encerra-se no dia 19 de dezembro. O criador que não vacinar seus animais não poderá solicitar a Guia de

Trânsito de Animal (GTA), documento emitido e exigido pela Aged para que possa circular com seus animais.