Governo assegura sanidade de ostras produzidas em Humberto de Campos

Veterinários, engenheiro de pesca e bióloga analisam ostras durante visita ao projeto.

Veterinários, engenheiro de pesca e bióloga analisam ostras durante visita ao projeto.

Para garantir a segurança dos alimentos produzidos no Parque Aquícola de Humberto de Campos, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) visitou o projeto Unidade Demonstrativa de Cultivo de Ostras em Mesas Fixas, no povoado Cedro, no dia 26 de julho. A visita marcou o cadastramento do parque no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), habilitando-o a transportar e comercializar os moluscos.

De acordo com a responsável pelo programa Aquicultura com Sanidade, Caroline Moura, a visita se deu em decorrência do interesse dos supermercados Mateus em comercializar as 900 dúzias de ostras, que marcaram a primeira produção do projeto. “Todos os produtos de origem animal comestíveis, nos entrepostos de pescado, devem passar por prévia fiscalização, sob ponto de vista industrial e sanitário. Foi a primeira visita da Aged ao local, onde fizemos o georreferenciamento, realizamos o cadastro oficial do parque e demos orientações com relação à inspeção sanitária”, explica a veterinária.

Anteriormente, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) também havia realizado uma análise dos microorganismos na água, que comprovou a ausência de qualquer contaminação.

O cadastro da colônia de pescadores na Aged está entre os primeiros realizados pelo setor de animais aquáticos e permitirá aos produtores emitir a Guia de Trânsito Animal, que permitirá o trânsito das ostras de Humberto de Campos até o estabelecimento de beneficiamento já registrado no Serviço de Inspeção Estadual (SIE), LDA Comércio de Gêneros Alimentícios, em São Luís. Como projeto futuro, o setor de animais aquáticos e a inspeção sanitária da Aged trabalharão em conjunto, orientando os pescadores, para que o projeto também contemple o beneficiamento do pescado.

“O setor de animais aquáticos é uma inovação na Agência e já estão surgindo demandas para a nossa fiscalização. Com o Sistema Estadual de Produção e Abastecimento, está previsto um investimento de mais de um milhão na aquicultura. Estamos unindo forças para fechar toda a cadeia, desde a produção até a comercialização, pois é preciso aproveitar o momento para começar com boas práticas sanitárias”, defende Caroline.