AGED fiscaliza o vazio sanitário da soja nas regionais de Caxias e Imperatriz

Os fiscais ainda fizeram levantamento fitossanitário para Amaranthus palmeri

 

Por Suyane Scanssette
24/09/2021 12:20

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA) realizou a fiscalização do vazio sanitário da soja e o levantamento fitossanitário para Amaranthus palmeri nas regionais de Imperatriz e Caxias.  

Na região Tocantina, considerada área 1 para fiscalização do vazio sanitário da soja que vai de 1 de agosto a 30 de setembro,  a AGED de Imperatriz vistoriou fazendas produtoras de soja nos municípios de Estreito, Lajeado Novo e Porto Franco. Na região dos Cocais, cujo período do vazio vai de 15 de setembro a 15 de novembro, a AGED de Caxias deu inicio as fiscalizações em propriedades rurais nos municípios que fazem parte da regional. Também houve ainda ações de fiscalização do uso de agrotóxicos e destinação das embalagens vazias nas propriedades.

O fiscal estadual agropecuário da AGED de Imperatriz, André Ferreira informou que durante a atividade foram fiscalizadas cinco propriedades, sendo três em Estreito, uma em Porto Franco e uma em Lajeado Novo. Segundo ele, as propriedades estavam respeitando o período de vazio sanitário e não foi encontrada a praga Amaranthus palmeri.  

A fiscalização do vazio aconteceu em três municipal na regional de Imperatriz

O fiscal explica que a atividade agrícola de grande escala na regional de Imperatriz é recente. Até o ano passado não se havia registro de tais atividades. Durante a ação também foi realizado o cadastramento das propriedades e realizado a fiscalização do descarte das embalagens vazias de agrotóxicos. “A fiscalização do vazio sanitário da soja e do Amaranthus palmeri é uma ação realizada pela primeira vez na Unidade Regional da AGED em Imperatriz. O cultivo de grãos chegou a nossa regional e pelo que pude constatar ele veio para ficar. Vamos trabalhar a orientação e empregar toda a legislação da área vegetal, a fim de coibir ações irregulares no setor”, disse André Ferreira.

O fiscal estadual agropecuário da UR de Caxias, Francisco Rodrigues disse que a sojicultura está em franca expansão e, atualmente, a soja está presente em praticamente todos os municípios da regional de Caxias. Segundo ele, a fiscalização teve como objetivo dar início ao período do vazio sanitário da soja na região, que consiste na proibição da manutenção de plantas vivas de soja, visando prevenir a disseminação da Ferrugem Asiática da Soja, que tem como agente causador o fungo Phakopsora pachyrzi.

De acordo com o fiscal Francisco Rodrigues para que o objetivo seja alcançado, a equipe técnica realiza fiscalizações e inspeções de áreas, ao longo de sessenta (60) dias, em propriedades rurais produtoras de soja dos municípios que integram a unidade regional de Caxias. Além destas ações, a equipe técnica realiza ainda ações de fiscalização do uso do agrotóxico e destinação das embalagens vazias nas referidas propriedades e faz o levantamento fitossanitário da Amaranthus palmeri.

Em Caxias teve início a fiscalização do vazio que vai de 15 de setembro a 15 de outubro

“O objetivo deste trabalho é, portanto, dar cumprimento à Portaria Estadual nº 352 de 11 de julho de 2019, que estabelece ações de caráter técnico–administrativo e medidas fitossanitárias obrigatórias, uma vez que a produção da soja é de grande importância sócio econômica para todo Estado. Os produtores de soja sempre enaltecem e valorizam o programa de controle da ferrugem asiática, na medida em que reconhecem que a medida adotada visa atender a uma necessidade deles e, consequentemente, manter um calendário para o plantio da soja na região”, relatou Francisco Rodrigues.

A fiscalização em propriedades rurais para averiguação do período do Vazio Sanitário é feito através de visitas as propriedades que realizam anualmente o plantio de soja. Durante a atividade é feito a vistoria nos campos para identificação de algum resto cultural remanescente do plantio anterior (Tiguera: Plantas de soja) ou alguma outra leguminosa. A existência dessas plantas pode inocular o fungo e fazer com que o mesmo seja dispersado durante o plantio de soja da safra posterior, acarretando prejuízos econômicos e sanitários.O Amaranthus palmeri também é monitorado pelos fiscais da AGED através de inspeções nos campos de soja. Essa praga ainda não foi identificada no Estado do Maranhão, mas existe o risco de que ela venha a entrar nas fronteiras do nosso Estado, devido ao trânsito de máquinas agrícolas durante o período de plantio e colheita de grãos.

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