AGED discute o uso da cama de frango na adubação de bananeiras e a incidência da mosca de estábulo em São João do Paraíso

Videoconferência reuniu produtores locais e instituições ligadas à agricultura e pecuária

Por Suyane Scanssette
28/05/2020   21:46

Nesta quarta-feira, 26, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA) promoveu uma videoconferência com a participação de produtores rurais, Ministério Público Estadual, Sagrima, Agerp, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Embrapa Gado de Corte para tratar do uso da cama de frango na produção agrícola e a incidência da mosca do estábulo na região de São João do Paraíso.

A reunião teve como objetivo atender um pedido de apoio feito por produtores de São João do Paraíso/MA sobre um surto de moscas dos nos estábulo que supostamente surgiram em decorrência do uso de cama de frango como adubo nas plantações de bananas da região.

Foram convidados para participar do encontro os médicos veterinários, professores do Programa de Pós Graduação em Defesa Sanitária Animal, Livio Martins e Daniel Prazeres, o Engenheiro Agrônomo, Prof.  José Ribamar Gusmão Araújo, do Centro de Ciências Agrárias da UEMA e o pesquisador Antônio Tadeu da Embrapa Gado de Corte, que na oportunidade apresentaram algumas soluções para combater a presença da mosca.

Para diretora Geral da AGED, Fabiola Ewerton é necessário normatizar o uso da cama de frango como adubação. “Se houver o uso adequado e racional da cama de frango e o manejo correto podemos ter um caso que pode ser modelo para o Estado”, afirmou.

O professor Livio Martins endossou a ideia de normatizar o uso de adubos orgânicos, no estado do MA, para evitar o aparecimento de surtos da mosca dos estábulos, como esse enfrentado no município de São João do paraíso, evitando-se assim prejuízos à pecuária. Alguns Estados brasileiros, como PE, ES e TO, já possuem normativos sobre esse assunto. “Essa conversa entre os atores foi importante para tratar um problema sob os diversos olhares. Nesta sexta-feira, iniciaremos mais uma reunião para levantar dados que vão poder subsidiar os a elaboração de normativos legais no Estado”, informou.

A reunião teve como encaminhamentos o levantamento de produtores que fazem uso da cama de frango na adubação, o nº de propriedades com aviários. deslocamento, após o período crítico da pandemia de Covid-19, de uma equipe de trabalho para levantamento de informações in loco e a criação de uma comissão de trabalho para traçar as diretrizes de um normativo para o uso de adubos orgânicos, como a cama de frango.

A cama de frango e a incidência de mosca dos estábulos

A cama de frango ou cama de aviário é um material composto principalmente de palha de arroz, sabugo de milho triturado, serragem, e/ou outros materiais, usado para forrar o piso do aviário e dar mais conforto às aves durante o ciclo de produção.  Com as fezes, urina, penas e restos de ração do sistema de criação de frangos, essa mistura é considerada um adubo orgânico de ótima qualidade para as lavouras, pastagens e hortaliças. Com alto teor de nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, zinco e magnésio, este adubo orgânico favorece o crescimento de raízes das plantas e retém os nutrientes disponíveis no solo.

Entretanto, o uso dessa mistura sem o manejo adequado, pode formar um ambiente propício para o desenvolvimento e multiplicação de moscas. Dentre elas está a mosca-dos-estábulos, um inseto que é hematófago e parasita vários animais. Nos bovinos, a infestação desta mosca pode trazer prejuízos econômicos como perda no ganho de peso e na produção de leite, sendo bastante incomodo para o animal, que fica bastante estressado.

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